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Leão diz adeus à Europa

estoril voltou a ganhar em casa ao sporting 37 anos depois

Leão diz adeus à Europa
Leão diz adeus à Europa

O Sporting voltou a ter uma entrada de leão e aos 5 minutos já vencia com um golo de Ricky van Wolfswinkel e parecia que a receita de Barcelos poderia resultar uma segunda vez, como Jesualdo Ferreira havia pedido na véspera. A dinâmica ofensiva suportada pela velocidade e capacidade técnica de execução de Bruma e Labyad abria espaços na organização defensiva do Estoril, que parecia incapaz de travar o ímpeto inicial do leão.

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À tentativa de reação assinada por Evandro, com um livre que causou confusão dentro da área sportinguista, respondeu o Sporting com uma bomba de Eric Dier, que subiu no terreno e, sem oposição, obrigou Vagner a defesa apertada para canto. Em simultâneo a iluminação do estádio faltou, sequência evidente de um relâmpago que caiu nos arredores, afetando, provavelmente, alguma instalação elétrica que fornece a zona da Amoreira. O jogo esteve interrompido mais de 20 minutos e bem pode dizer-se que depois de ter faltado a luz quem se apagou foi o Sporting.

Apagão

Coincidência ou não, a verdade é que após o recomeço do jogo, o Estoril tomou conta dos acontecimentos. Aos 29’, Evandro voltou a avisar Patrício, que ainda travou o seu remate, mas teve a sorte de ver Luís Leal atirar torto na recarga. Depois, aos 33’, foi Licá a obrigar o guardião sportinguista a defender para canto e na sequência deste, um remate de Jefferson, de fora da área, surpreendeu toda a gente e o empate estava feito.

Até ao intervalo, a pressão do Estoril não abrandou e Licá voltou a estar à beira do golo, aos 39’, de novo com Patrício e defender. Um minuto depois, os dois foram protagonistas de um lance que resultou em penálti: o guardião derrubou o avançado e, no penálti, Steven Vitória colocou os estorilistas em vantagem.

Reação tímida

O Sporting não voltou melhor dos balneários, nem alterou a sua apatia geral quando Jesualdo Ferreira tirou Capel e Labyad, fazendo entrar Rubio e Carrillo. Pelo contrário, foi de novo Luís Leal a obrigar Patrício a assumir-se como protagonista (74’).

A grande oportunidade de os leões virarem o rumo do jogo veio aos 76’, quando Mano derrubou Carrillo dentro da área. Só que Van Wolfswinkel, com um remate denunciado e revelador da sua falta de confiança, permitiu a defesa de Vagner e as poucas forças anímicas do Sporting morreram aí. O golpe final surgiu quase de imediato, quando, na marcação de um livre direto sobre a esquerda, Carlos Eduardo fez a bola passar pela barreira e entrar junto ao canto inferior direito, desta vez com Patrício a ficar mal na fotografia.

Os minutos finais foram penosos para os leões. Jesualdo Ferreira fizera já a terceira substituição, colocando André Martins numa tentativa de dinamizar o meio-campo, mas a verdade é que a equipa estava completamente à deriva, sem qualquer ligação entre sectores, sem voz de comando ou organização mínima. Por contraste, o Estoril espreitou o contra-ataque e podia mesmo ter feito o quarto golo quando Gerso (que havia rendido Evandro aos 77’) surgiu isolado e rematou à barra.

À quinta jornada da segunda volta da Liga, deve dizer-se que o Sporting hipotecou as poucas esperanças que tinha de conseguir o acesso às provas da UEFA na próxima época. O quinto lugar está a sete pontos, os mesmos que... a linha de água. Quem passa a sonhar com a Europa é, sim, o Estoril Praia, que 37 anos depois conseguiu vencer o Sporting na Amoreira.

ÁRBITRO (nota 2)

Hugo Miguel teve um critério quase sempre uniforme mas discutível, permitindo muito contacto físico sem bola e dando a lei da vantagem. Em termos disciplinares esteve bem na maioria dos amarelos mostrados, embora no caso de Rui Patrício pudesse ter sido o vermelho direto, já que era o último adversário entre Licá e a baliza. Em dois outros lances de alguma confusão dentro da área do Sporting esteve bem ao não assinalar nada.

NOTA TÉCNICA

Marco Silva manteve a equipa sempre bem organizada, não se assustou com a desvantagem madrugadora e acabou a dominar em todos os capítulos do jogo. (4)

Jesualdo Ferreira viu a sua equipa desmembrar-se à medida que a sorte lhe virou as costas. As substituições não trouxeram melhorias e a derrota foi inevitável. (2)

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