Record

Leia na íntegra o interrogatório judicial a Bruno de Carvalho

CMTV divulgou os áudios com as declarações do ex-presidente do Sporting

Bruno de Carvalho
Bruno de Carvalho
Bruno de Carvalho
A CMTV teve acesso aos áudios do interrogatório judicial a Bruno de Carvalho. Leia na íntegra a transcrição das declarações ditas pelo ex-presidente do Sporting:

Pergunta: O senhor Bruno de Carvalho tinha-nos dito que queria prestar declarações. Por onde é quer começar? Se é que quer começar por algum lado?

Bruno de Carvalho: Eu gostava de explicar um bocadinho, parece que vou fazer como o Hermano Saraiva, mas não vou, vou ser muito curto. Como é que eu acho que isto tudo começa. E vou ser mesmo rápido.

Nós estávamos em Dezembro, jantar de Natal da Juventude Leonina. Fui como é meu costume ir a todos, com o Jorge Jesus e com mais atletas de várias modalidades, o Fábio Coentrão é um dos jogadores que eu me lembro. Eram cerca de 500 pessoas e o Nuno [Mustafá] faz um discurso muito inflamado, porque começa a haver, aliás como o excelentíssimo meritíssimo disse aqui, cisões dentro do grupo e tentativas de tomada de poder.

Quando acabou o seu discurso virou-se para mim e disse-me que só me ia pedir uma coisa, que era que eu fizesse uma homenagem ao Fernando Mendes, Fernando Barata pelo que eu percebi do processo, enquanto fosse presidente no relvado. Acabou o seu discurso, passa-me o microfone, e como eu não consigo ser hipócrita, nem mentir, disse: agradeço muito as palavras, só quero dizer que enquanto for presidente do Sporting, nunca farei uma homenagem ao Fernando Mendes em lado nenhum, porque a minha memória não é curta e vai mesmo até às célebres eleições no Sporting em 2011. Depois também me referi a algo que é quase intocável na Juventude Leonina, que são os filhos de João Rocha, dizendo o meu desagrado pela forma como a filha mais velha, a Magui, nos tratou quando inauguramos o pavilhão João Rocha e assim acabou a minha presença no jantar.

Portanto não há dessas afinidades entre mim e o Fernando Barata ou Mendes não consigo perceber muito bem, eu sempre fui muito claro relativamente a todos os assuntos.

Bruno de Carvalho: «Jorge Jesus tem um filho que pertence a uma das claques»

Dia 30 de dezembro - e depois vai perceber porque é que isto tem interesse - creio que dia 30, peço desculpa se falhar aqui um dia ou dois, eu e a minha mulher, aliás, ela e eu com ela, é internada porque a nossa filha podia morrer por nascimento prematuro. Passamos lá o fim de ano, chegou ao dia de reis e foi um momento difícil familiar, porque o bebé já estava perfeitamente colocado para sair e nós tínhamos que fazer um esforço para que ela aguentasse pelo menos até à 37ª semana.

Dá-se o post de Madrid e eu peço desculpa, mas ainda me lembro dos papéis que me foram mostrados ontem, onde é colocado pela procuradora, se eu me consideraria um expert em técnicas e táticas, a verdade é que não me considero um expert, mas tenho o curso de treinador.

Antes do post de Madrid eu pela primeira vez confiando que a minha filha iria nascer bem, fiz um post em que coloquei uma imagem 3D da minha filha, e portanto esse dia para mim estava a ser uma dia… eu não fui ao jogo… estava a ser um dia emocionalmente até agradável. Acontece aquilo que acontece no jogo, eu faço o post, nunca pensei que tivesse as repercussões, porque não considero o post por aí além, mas pronto, percebo.

Os jogadores dizem que querem conversar comigo quando chegaram de Madrid, via André Geraldes, que era o Team Manager. E eu disse-lhe que nesse dia não posso porque tinha que ir à Procuradoria-Geral da República, onde estive, e tinha que ir ao tribunal arbitral do desporto, onde estive. Ficou então combinado que a nossa reunião, e que não faríamos mais nada até lá, seria no domingo, a seguir ao jogo do Paços de Ferreira, numa sala, num auditório que nós temos junto ao balneário. Para meu espanto, e da restante comissão executiva da SAD, eles lançaram um post mostrando-se indignados. Mais tarde, o Jorge confessou que talvez pudesse ter sido ele a ter tido culpa nesse desiderato.

Pergunta: Jorge Jesus?

Bruno de Carvalho: Jorge Jesus, porque chamou os jogadores e disse: Ele não vai fazer reunião absolutamente nenhuma.

O que é que significa? Significa que duas horas depois de estar combinada a reunião, nós somos confrontados com aquela posição pública, em uníssono, por parte dos jogadores. Eu estava nesse momento a lutar, agora já se sabe, já é público, a lutar pela vida da minha filha, pelo meu casamento. Faço um post dos meninos mimados, que é uma coisa que eu considero que não é só do Sporting, é algo que eu considero é genérico do futebol, toda a gente sabe isso, já deu várias entrevistas sobre isso. E dei interna e externamente, inclusive para o New York Times.

O que é que aconteceu depois desses posts? Seis vitórias, seis voltas olímpicas, portanto não considero nada que haja uma ligação direta entre os posts e o mau estar das claques, porque a verdade é que seis vitórias, seis voltas olímpicas, a única pessoa que sofreu as consequências dos seus posts fui eu, que fui vaiado, um dia antes da minha filha ou ir nascer ou ir morrer. No dia 8 há o jogo do Paços de Ferreira, eu sou vaiado em Alvalade, como se devem relembrar. E ida 9 vamos para o hospital para forçar o nascimento que já tínhamos atingido as 37 semanas, creio que já iam em 38, mas a minha mulher já não aguentava das dores, porque estava com uma crise renal desde Dezembro. Por isso não consigo compreender, sou pai de família, estou aqui com o meu coração e a minha vida nas vossas mãos, sou pai de família, o meu currículo é perfeitamente, estou a falar porque eu ouvi a dizer que os atos de violência, mas nada tenho na minha folha, o meu cadastro está limpo, nunca incitei ninguém à violência, aliás se vierem em cinco anos e meio, e eu já explico o caso em 30 segundos dos casuais do Porto, em cinco anos e meio nunca aconteceu absolutamente nada.

A única vez que uma claque entrou dentro da academia sem ser aquelas fotos de fim de ano, em que eles trocam até autógrafos, foi o Jorge que os deixou entrar. Eu fui alertado, liguei imediatamente para o Nuno Mendes, não foi desta vez, creio que foi no segundo ano do Jorge Jesus, e disse imediatamente que não, que não autorizava a entrada deles, independentemente de vos dizer que desde que inaugurou a academia tem sempre o portão aberto até cerca das 23h, 00h, portanto é prática sempre, o portão estar aberto. Quando eu chego à academia, qual não é o meu espanto quando os vejo lá dentro. Perguntei ao Jorge, disse Jorge, mas porque é que estas pessoas estão cá dentro, e ele disse ai fui que que estava a entrar e eles pediram-me e eu deixei-os entrar.

E eu disse, não lhe digo vossa excelência, porque ele não era vossa excelência nenhuma, e eu disse Jorge você aqui não manda nada, e eu disse que não podiam entrar, e agora não sei o que vamos fazer. Bem, lá pedi para ir a Sporting TV, e fez-se ali um espectáculo quase de teatro, em que eles bateram muitas palmas aos jogadores e foram-se embora. Aliás, eu decidi nem me dirigir a eles nem estar ao pé deles, porque realmente não gosto que me desautorizem. E apesar do Jorge Jesus ter deixado, eles sabiam que eu não queria que eles entrassem. Também ouvi uma série de coisas que não são verdade, porque só houve uma vez que o Nuno Mendes foi fazer uma reunião no meu escritório, o resto foram reuniões na sala da direcção e sempre com a presença de mais pessoas, e foram muito poucas em cinco anos e meio, foram muito muito poucas. E fiz porquê? Não sei se sabem, mas eu consegui algo que o Sporting tentava há décadas, eu consegui juntar as quatro claques no mesmo sector. E soube que no jogo anterior, os líderes das duas claques maiores, tinham andado à bulha um com o outro, e que então uma das claques queria sair novamente para onde veio, que era para a superior norte, como sabemos é onde agora passou a ser a bancada família, e eu não queria que isso acontecesse, que se destruísse aquilo que se conseguiu.

Chamei os dois e conseguiu resolver e sanar esse problema entre os dois e fiquei muito contente, porque acho que assim é melhor para os adeptos, para as famílias, é melhor para toda a gente que continue desta forma. Também vos relembrar, porque estava escrito, não houve mais nenhuma reunião no meu escritório com o Nuno Mendes, vulgo, Mustafá. Também li ontem coisas como quando eu fui à casinha e que fiz então duas coisas: que foi uma façam o que quiserem e a outra foi pedir desculpa um a um antes de vir embora, isto no texto de ontem. Pois então eu vou dizer aquilo que se passou. Já não me lembro de foi o Bruno Jacinto ou André Geraldes que me pediram muito para ir aquela reunião, porque as cisões dentro da Juventude Leonina estavam cada vez maiores. E que eles precisariam da palavra do presidente para se poderem acalmar.

Eu fui jantar ao Magriço, coisa que não foi nada bom para a minha vida pessoal, fui jantar ao Magriço e do Magriço passei por essa reunião. Nessa reunião não fui confrontado com academia nenhuma, não fui confrontado com nada, fui confrontado com o quê? Por ter faltado ao respeito ao Fernando Mendes, vulgo Fernando Barata, e por ter faltado ao respeito aos filhos de João Rocha, em Dezembro. Portanto aquilo já era gritos por todo o lado, já se despiam, já mostravam as tatuagens, batiam nas tatuagens, mostravam nas pernas o leão, e aquilo foi uma gritaria total, porque eu faltei ao respeito e porque não pode ser, e porque um é presidente eterno, que é João Rocha e o outro é um líder, que é Fernando Mendes, uma confusão descomunal.

"Era gritos por todo o lado, já se despiam e mostravam as tatuagens"

É verdade que me questionaram sobre as exibições da equipa, ao que eu disse que também não andava a gostar, mas que a vida é mesmo assim. Perguntaram-me, lá um, não sei identificar, eu não os conheço, eu estava a ouvir os nomes, não sei quem é o Bocas e o Quim Quim ou Quim Tim, não sei quem são as pessoas. Se os vir, provavelmente já os terei visto, mas por esses nomes não os conheço. Alguma pessoa pergunta, mas você faz um controlo muito rigoroso sobre os jogadores e nós podíamos… E eu disse não, não podem absolutamente nada.


Aliás, é engraçado, porque, peço desculpa este reparo que eu faço, vi três pessoas de batina, e quando ouvi durante a manhã o meritíssimo senhor juiz ler essas palavras, eu senti que quem estava com fato à medida era eu, porque estão aí introduzidos parágrafos que falam do Bruno de Carvalho saídos do nada, está o Bruno de Carvalho no meio.

Pois eu disse que não, que não podiam, aliás quando chegam ao fim, está descrito isso, não podemos ir aqui porque está cheio de bófia, o que significa que eu fazia o trabalho e eles sabiam. E todas as mensagens que leu, são de 14 e 15 [de Maio], o que significa que eu não dei autorização para nada, porque senão eles não estavam tão preocupados com a bófia aqui ou a bófia ali. Depois disseram que podiam fazer umas tarjas, ora como eu sabia que as tarjas passavam todas pelo crivo da polícia e da segurança, porque no fundo não sou o director, nunca fui, bem agora não sou nada, mas não era o director de segurança do Sporting, nós temos de nos lembrar disto. Estou aqui a ser ouvido, mas não sou o director de segurança do Sporting, nem era na altura o director de segurança do Sporting. Talvez esse valesse a pena ser ouvido em alguns pormenores que eu depois gostaria de dizer.

Portanto, eu aí disse, "façam o que entenderem", a nível das tarjas, e comigo façam aquilo que entenderem, mas eu sou genuíno, o que eu digo está dito, o que eu penso do Fernando é que o que penso, o que penso dos filhos do João Rocha é o que eu penso, não vou alterar. Despedi-me das pessoas todas fui-me embora e fui para casa, e continuo a dizer que foi um momento muito complicado na minha vida a nível pessoal, ainda hoje está a ser, como é público, e jamais em tempo algum, eu utilizaria qualquer organização que fosse, claques, não claques, para um apertãozinho ou seja aquilo que for, nem na academia, nem em lado nenhum, porque os meus pais deram-me educação, Deus deu-me inteligência, e eu sei perfeitamente que a partir do momento em que autorizamos essa primeira vez, qualquer coisa, seja qual era for, ficamos nas mãos deles, e deixamos de ser o real presidente e eles passam a ser o verdadeiro presidente.

É absolutamente falso, absurdo, que eu alguma vez tivesse de forma moral, não moral, material, não material, tivesse sequer sabido do que se passou e relembro que houve uma reunião que eu fiz separada dia 14, primeiro com a equipa técnica, no meu escritório, depois nesse tal auditório novo, que nós fizemos com o staff e depois com os jogadores. Ontem, naquilo que eu li, dizia que a certa altura eu disse, aconteça o que acontecer, amanhã estaremos todos, estão todos comigo.

É verdade, disse-o, mas disse-o porque havia uma forte probabilidade de o Jorge Jesus ser despedido. Na reunião que tivemos com eles, eu e a comissão executiva, dissemos que o tempo dele no fim da época tinha atingido. Foi uma reunião em que eu expliquei de forma humana, porque achava que havia uma relação de amizade, onde eu expliquei ao Jorge Jesus e à equipa técnica, porque é que o tempo deles tinha chegado ao fim. O Jorge Jesus questiona-me se acabava ali a sua função ou se ainda fazia a Taça de Portugal, ao que eu lhe respondi, são muitos milhões, não é de uma forma qualquer que se trata de um assunto destes. Amanhã de manhã a comissão executiva irá reunir com os seus advogados, com os seus, nossos, e diremos alguma coisa.

O que é que isto significa? Se você tiver um papel na mão com uma suspensão está suspenso não vem trabalhar e inicia-se o processo de despedimento. Se não tiver papel nenhum na mão, continua a fazer o seu trabalho, como sempre fez. E ele por iniciativa dele, vira-se para mim e diz: então o treino, e agora perdoem-se se falhar por meia hora, era para ser às 10h e como há essa reunião de manhã, o treino passa para as 16h. Posso estar a falhar aqui por meia hora. Ok, fui falar com o staff, fui falar com os jogadores. Com os jogadores, aliás, se virem a queixa do Rui Patrício, vêem que não faz sentido nenhum o que foi lido, porque ele escreve assim: ‘de forma estranha o presidente estava muito calmo’. Qualquer coisa como isto. Eu peço desculpa por utilizar estas palavras, e à senhora peço muito mais, quando o que ouvi foi que teria dito qualquer coisa como ‘metam a Taça no…’ ‘aquilo não vale nem um fruto’. Não, foi uma reunião, aliás, foram três reuniões muito calmas, o próprio Rui escreve isso, colocando a palavra estranhamente calmo. É verdade que me dirigi ao Acuña, é. Não dizendo essas palavras, dizendo-lhe: ‘Acuña, importas-te de me explicar o que se passou?’

‘Ah nada, nada, tenho sangue caliente, sou da América do Sul’. E eu disse-lhe ‘pois, mas é que escolheste logo o líder da uma claque, e se tu te dirigisses ao líder dos Barra Brava, sabes bem o que te acontecia. Portanto tu mais do que todos exactamente por seres Argentino, devias ter o juízo suficiente para não responderes a provocações, eu também fui assobiado por um estádio inteiro e não respondi à provocação. Ele disse ‘ok ok, nada que uma conversa não resolva’. Eu disse-lhe ‘tá bem’ e dirige-me depois ao Bataglia, perguntou Bataglia, contigo o que se passou?’ ‘Nada nada, eu só fui ajudar o Acuña, mas não se passou nada. Eu digo isto, porque isto é no dia anterior ao ataque, para mim foi estranhíssimo o que aconteceu. Perguntei ao William, porque se viu nas imagens que o William teve um bate boca enquanto os outros foi no aeroporto, e também no campo se vê o Acuña, e o Rui Patrício a virar as costas e o Acuña a chamar nomes e a chamarem a ele.

Mas sobretudo no aeroporto, apesar de só passado dez dias de me andarem a acusar como responsável, é que o Correio da Manhã dá a versão total e legendada e se percebe a gravidade do que se passou ali, e sobre o William, também fui perguntar e ele disse-me ‘não se passou nada, não se preocupe’. Ao que eu disse, se acontecer alguma coisa a vocês e o que eu estaria referir-me era SMS’s , irem bater a casa, porque eu quando cheguei ao Sporting, o Sporting era isso, iam bater a casa dos jogadores, iam bater a casa dos treinadores, e comigo isso acabou. Disse-lhes que à mínima coisa me dissessem a mim ou dissessem ao Team Manager André Geraldes, e que eu resolveria todos os assuntos.

Acabamos a nossa reunião comigo a dizer-lhes amanhã às 16h, por isso nunca houve nenhuma contradição entre mim, e isto já estou a falar de um jornal que disse que havia uma contradição entre mim e o André Geraldes, não, é verdade que o André Geraldes as 16h a primeira vez que ouve é de mim, mas eu trago-a da reunião que já tinha feito antes, e que o Jorge me disse a mim, portanto quem fez a alteração, e ele fazia várias vezes essa alteração, foi o Jorge, e já expliquei aqui porque é que ele fez essa alteração.

Bruno de Carvalho no interrogatório: «O meu cadastro está limpo»

Queria fazer primeiro este enquadramento, porque penso que com este enquadramento temos uma noção clara daquilo que é, que foi  a minha vida pessoal de dezembro até esta parte, e daquilo que foi o meu desempenho no Sporting, e a minha tentativa sempre de protecção e de bem estar dos atletas de 55 modalidades.

Pergunta: Sim senhor. Então em relação à alteração da data do treino, diz que foi o Jorge Jesus que lhe pôs essa alteração ou foi ele que a determinou.

Bruno de Carvalho: Foi ele que a determinou na nossa reunião, porque ia haver a tal reunião de manhã, e ele poderia não ser ele o treinador a dar o treino.

Pergunta: Como ele poderia já não dar o treino…

Bruno de Carvalho: Certo.

Pergunta: Adiou o treino para mais tarde?

Bruno de Carvalho: Porque nós dissemos-lhe que íamos fazer uma reunião de manhã, com os nossos advogados, para decidir aquilo que iriamos fazer. Ora ele acaba por ficar…

Pergunta: Mas ele não ia a essa reunião? Não, não, não…

Bruno de Carvalho: Mas ele disse que preferia fazer o treino à tarde, isso tem de lhe perguntar a ele, e então não dava o treino de manhã, mas dar o treino à tarde. Mas isto foi presenciado por toda a equipa técnica e a comissão…

Pergunta: Não, estou a tentar perceber o porquê…

Bruno de Carvalho: Certo.

Pergunta: A ideia dele, ele quando sai da reunião, está convencido que foi despedido. Agora vou falar abertamente, ele sai da reunião e está convencido que está despedido.

Bruno de Carvalho: E então quis passar o treino para a tarde, porque já não o ia fazer.

Pergunta: Porque achava que não o ia fazer, e isto estou-lhe a dar a minha mera opinião, e ele passa o treino para a tarde, porque está completamente convencido que não o iria fazer. É a minha opinião e que depois foi corroborada por alguns adjuntos dele que me disseram, ‘tivemos de lhe explicar várias vezes que ele não estava despedido, que nenhum de nós estava despedido, precisávamos de ter um papel na mão de suspensão a abrir o processo disciplinar para despedimento’.

Bruno de Carvalho: Diz-se aqui que a certa altura…

Pergunta: Em relação a esta reunião do dia 7 de abril. O senhor disse há bocadinho que...Dia 7 de abril estamos a falar?

Bruno de Carvalho: Daquela reunião com os adeptos. Pronto, não se esqueça do seguinte, dois dias antes, de eu saber se a minha filha ia viver ou não, portanto como imagina, não tinha vontade nenhuma de ir a essa reunião.

E aquilo que se diz é que o senhor nessa reunião terá respondido: ‘Façam o que quiserem’. Aquilo que eu gostava que me dissesse, também não… Segundo aquilo que eu tomei nota acabou por admitir que possa ter dito a mesma coisa.

Não não, eu disse relativamente a faixas e a mim próprio. Nunca sobre os jogadores.

Pergunta: As palavras tinham sido essas. Sim, mas não sobre o ataque aos jogadores. Terá dito façam o que quiserem, e a minha pergunta, agora sim, é o que é o disseram para que tenha respondido façam o que quiserem.

Bruno de Carvalho: Como eu lhe disse o tema da conversa foi 90% o ataque que eu fiz, segundo a cabeça deles, ao Fernando Barata, ou prefiro dizer assim porque é o que está nos autos, penso que é assim que se chama, autos, ao Fernando Barata e aos filhos do João Rocha. Eu queria-me ir embora, estava a dois dias de saber se finalmente, a minha filha ia nascer ou não, e a certa altura, como eu disse há bocado, eles começaram a falar dos jogadores, e da não entrega dos jogadores, e que eu controlava-os muito, e aliás, é confirmado, estou a repetir-me um bocadinho, mas é confirmado, por aquilo que leu deles perguntarem ‘ai não podemos ir ali porque está a bófia, não podemos ir ali porque está a bófia’, porque realmente eu não os autorizava, e aquilo que acontece é que quando eles começam, de uma forma tribal, a despir-se, a mostrar-me as suas tatuagens todas, o que eu disse é em termos, porque há uma pessoa que diz ‘então vamos fazer umas tarjas’

Pergunta: Vamos fazer umas?

Bruno de Carvalho: Umas tarjas, são aquelas com frases. Como eu sabia que as tarjas eram vigiadas pela polícia e foi o que eu disse há bocado, e pela nossa segurança, têm de ser autorizadas para entrar, e como metade estava muito chateada comigo pelos Rocha e pelo Fernando Barata, e a outra, então vamos fazer umas tarjas, eu disse: ‘ façam o que quiserem’ a esse nível.

Pergunta: Iam fazer umas tarjas para quê?

Bruno de Carvalho: Sobre os jogadores, aquelas coisas que lhes apetecem, não me pergunta como é que seria o teor, acho que já viu, eles chamam coreografias, as coreografias que eles chamam, portanto possivelmente iriam fazer coreografias sobre os jogadores, dizendo que eles não estavam a fazer prestação. Olhe, eu lembro-me de ver uma coreografia, que nem era da Juve Leo, creio que era do Diretivo, que dizia ‘suem a camisola, os verdadeiros somos nós’.

Por exemplo, frases dessas, e creio que era do Diretivo e não da Juventude Leonina, só que isso tinha tudo tanto controlo, que eu tinha que acabar com a reunião, já lhe disse estava a dois dias de saber, finalmente depois de meses, se a minha filha ia nascer ou não, que nasceu no dia 9 de abril e foi imediatamente para os cuidados intensivos até cerca de dia 14. A verdade factual é que eu tinha que acabar a reunião e disse, relativamente às tarjas façam o que quiserem, porque eu sabia que o façam o que quiserem era inócuo, porque a polícia e a segurança do Sporting, não iam permitir frases de ódio, de incentivo ao ódio ou nada. E depois disse façam o que quiserem relativamente a mim, mas eu não sou hipócrita, não vou homenagear o Fernando Mendes ou dizer bem da filha do João Rocha que me foi ofensivo, porque não me fez uma única referência, tendo sido eu quem construiu o pavilhão a quem dei o nome do pai dela.

Foi por isso que eu disse o façam o que quiserem. Absolutamente mais nada. E é notório nas mensagens que eu vi todas criteriosamente, que eles sabiam perfeitamente que não podiam fazer nada, porque estavam sempre a falar da polícia, da polícia. Gostava de fazer um reparo aos autos. Essas mensagens devem existir todas com certeza absoluta, e existem, mas as pessoas que as fizeram, tinham algum problema. Porque para lhes explicar no estádio de Alvalade os carros dos jogadores estão cercados com uma cerca que não se vê nada lá para dentro, e depois tem um portão, e depois tem um outro portão que se abre para os carros saírem. Ir uma pessoa furar pneus? Isso não existe.

Ir uma pessoa estragar os carros? Isso não existe. Nunca dentro do perímetro, do perímetro de onde estão os carros do Sporting, num parque de estacionamento que não é do Sporting, num parque de estacionamento que o Engenheiro Godinho Lopes vendeu, aquele bocado que nós fazemos a segurança é nosso, aquele bocado onde estão os carros dos jogadores e da equipa técnica, portanto essas pessoas nem tinham conhecimento do que estavam a dizer, porque era impossível chegarem aos carros dos jogadores, furarem pneus, partirem carros, impossível, nunca aconteceu, nem é possível acontecer, porque eles estão perfeitamente cercados com cercas enormes, não dá para ver lá para dentro nada, tem publicidade e tem os seguranças todos lá dentro, impossível, as pessoas não tinham a noção do que estavam a dizer.

Pergunta: Lembra-se de ter digo ao William Carvalho, que não era preciso mandar ninguém bater-lhe a ele?

Bruno de Carvalho: Deixe-me explicar-lhe o seguinte, porque foi dito no auto, que eu cheguei e perguntei ao Nuno Mendes se ia bater em alguém e que não tinha validade nenhuma, porque eu já lhe tinha avisado antes que ele estava em voz alta. Pois, vou explicar, e não dá para ver nas plantas de certeza, porque elas não devem estar actualizadas a esse ponto, porque este auditório tem no máximo dois anos, e eu não acredito que se tenham aí as plantas do estádio por exemplo. O que é que aconteceu, você tem um auditório, imagine este auditório, mais pequenino, como é obvio, com umas cadeiras uma bocadinho mais confortáveis, e depois tem uma parede, por trás dessa parede tem a porta.

Eu nunca saí, primeiro não foram cinco minutos, foram segundos, e depois eu nunca saí dali, o que eu fiz foi o William Carvalho virou-se para mim e disse a seguinte coisa linda de se dizer a um presidente: ‘julga que nós não sabemos que você nos mandou bater’. Eu vou até à porta, portanto não saio de dentro da sala, as pessoas se eu tivesse dito é pá Nuno Mendes cuidado vais… eu não combino nada com ninguém, ele atende-me o telefone, eu ponho em voz alta e disse: ‘meu caro, como é que é, eu mandei bater em alguém?’ e ele sem saber minimamente o que é estava a acontecer ele diz-me assim: ‘mas eu não estou a perceber a pergunta, não estou a perceber’. Estou a perguntar se mandei bater em alguém, essa do partir carros então, para mim é nova, nunca tinha ouvido falar em semelhante coisa. Mandei bater em alguém? ‘Não’. Eu desligo o telefone e disse ‘William, és um mentiroso, espero que agora todos os teus colegas tenham percebido que és um mentiroso de facto’. Eu acho que é grave dizer-se à entidade patronal, que se sabe que a entidade patronal lhes mandou bater, acho que é grave.

Eu não disse nada disso, o único fricção que houve e devia ter havido a intervenção do Jorge Jesus, que não houve, foi quando o Rui Patrício quis falar e disse ‘você’ e eu disse não é você é presidente. E ele diz outra vez ‘tá bem tá bem, com certeza, você...’ E eu disse não é você, é presidente, tive de dizer quatro vezes. Um treinador qualquer normal tinha acabado este assunto à primeira, teria dito desculpe, mas chama presidente se faz favor. Ele amuou, sentou-se falei com o Bas Dost, com o Coates, com os que quiseram falar, nunca houve essas coisas do Williamzinho, do metam isso no não sei o quê. Se me perguntarem se há um dia em que eu mando uma mensagem que se tornou pública ao André Geraldes, mandei sim senhor.

A dizer que a Taça não interessava para nada e que a podiam meter num certo sítio, mas não foi para os jogadores, foi para uma pessoa que eu conhecia há sete anos, que era Team Manager, e que não ia passar a palavra a ninguém. Portanto, compreenda que eu sei que vivemos num mundo de informação, num mundo de pré conceitos e de preconceitos, mas a verdade é que todas as mensagens que mandei aos jogadores não eram públicas, portanto não viria daí nenhum mal ao mundo, as pessoas não sabiam que existiam. A mensagem que eu mandei ao André Geraldes, não fazia mal nenhum ao mundo, porque nem os próprios jogadores sabiam que ela existiu, e eu tenho que vos dizer que continuo a achar 100 milhões por uma Taça, é muito milhão para se ganhar uma Taça, a não ser que fosse a Liga dos Campeões, e mesmo assim acho muito dinheiro. Se viram como é que eu me dava com os jogadores no filme que está, não disse isto ao meu advogado, mas eu fui muito criticado por ter brincado muito com os jogadores quando ganhamos a Taça da Liga, porque até fiz entrevistas e fingi que era o Bataglia, e brinquei com o Bruno Fernandes, portanto quando se diz aí que há muito tempo nós estávamos mal, talvez seja bom nós também juntarmos alguns links sobretudo da vitória da Taça para se verificar que não é verdade, a única coisa que acontecia, é que de facto, o Rui Patrício e o William queriam sair há muito tempo, eu tenho de vos dizer que eles tinham almoços e jantares regulares com a Juventude Leonina, regulares, com elementos da Juventude Leonina, portanto não eram nenhuns santos. Sabiam perfeitamente que era mentira de eu mandar bater ou não, porque eles tinham regularmente, eles, estou a falar especificamente esses dois, almoços jantares, com pessoas da Juventude Leonina.

E inclusivamente sei de uma vez, não sei se foram ou não, que o próprio Jorge Jesus quis ir jantar com a Juventude Leonina. Olhe, eu tirando a festa de Natal ou de aniversário das claques, nunca fui jantar com claque nenhuma para ter conversa nenhuma, de especial, porque o meu trabalho não é esse, agora há um trabalho que eu tenho, que é por exemplo terem morto o Marco Ficini, adepto, achei curioso ontem o texto que dizia adepto da Fiorentina, porque ele na Itália era adepto da Fiorentina, em Portugal era adepto do Sporting.

A pessoa de Arouca, também é do Arouca e do Benfica, a pessoa de Santarém também é do Santarense e do Sporting, e não aconteceu retaliação nenhuma, porque eu tinha esta maneira de ser e de estar perante as claques, não havia hipótese nenhuma. Eu estava lá fora, enquanto o Nuno dava o depoimento e dizia a um dos guardas há uma coisa que eu tenho a noção, se eu tivesse conseguido ir lá, isto é não tivesse havido aquela capa magnífica do Cash Ball, que depois parece que se veio a verificar que foi uma pessoa que precisava de dinheiro e por isso deu a entrevista, parece-me a mim, os 50 entravam, os 50 saíam, mas pelo mesmo sítio de onde vieram, garantidamente.

Eu não tenho duvida nenhuma que não fariam absolutamente nada, agora comigo a não saber, a não fazer a mínima ideia, os atletas podiam ter dito o que se tinha passado de verdade no aeroporto, a equipa técnica podia-me ter dito o que se tinha passado de verdade no aeroporto, o staff podia-me ter dito o que se tinha passado de verdade no aeroporto. Eu li no papel de ontem, que chegamos ao cúmulo de dizer, como já vos disse, mas quero deixar frisado, aconteça o que acontecer estamos juntos. Então isto tem alguma coisa a ver com vou-vos bater, mas estamos juntos na mesma? Quer dizer, eu teria de ser uma pessoa desequilibrada, esse desequilíbrio teria que estar registado nos meus 46 anos de vida, e penso que os meus 46 anos de vida não deixam dúvidas para ninguém que sou uma pessoa equilibrada, como presidente do Sporting fiz aquilo que achava que devia ter feito, a todos os níveis, não disse nada que foi chato aquilo que aconteceu, disse que foi um crime hediondo que tinha que ser resolvido rapidamente, mas alerto já agora o excelentíssimo e meritíssimo juiz que três meses antes aconteceu exactamente igual na academia do Guimarães e não vi Portugal indignado e eram pessoas encapuzadas com tochas, com bastões, com fivelas, com absolutamente tudo a bater nos jogadores, na equipa técnica, e perguntado à equipa técnica Pedro Martins, porque é que aquilo não teve outras repercussões, ele respondeu e bem: ‘porque eu sou treinador e tenho de defender o bom nome da instituição e por isso não fiz deste caso, um caso’.

E eu quando me deparo com o que me deparei, tenho que imaginar que não é fácil para um pai de família, e ainda sou filho graças a Deus, ainda tenho o meu pai quase a fazer 90, a minha mãe quase a fazer 80, mas ainda os tenho vivos, a passar um mau bocado, com a minha filha de que sou pai e mãe, a minha filha mais velha, e desde o topo da hierarquia política até ao secretário de estado, eu tive de assistir uma coisa que nunca tinha visto na minha vida, que é atacaram a minha casa, que é a academia, que é uma das minhas casas, era, atacaram os meus filhos, porque eu posso dizer a um filho, vá fizeste mal, és uma besta, mas não admito que o façam por mim, e vi quase toda a gente a apontar-me o dedo, coisa que foi absolutamente estranho, triste e que me deixou revoltado, porque eu estava ali no fundo como figura máxima do clube, e afinal parecia que era o lobo mau, que tinha ido visitar a casa da avozinha e que a tinha comido.

Pergunta: Mais perguntas? Peço desculpa. Em relação ao dia 5 de maio de 2018, Sporting – Benfica. O que é suposto ter acontecido? O que aconteceu durante esse jogo foi o ataque com tochas ao Rui Patrício.

Bruno de Carvalho: Eu não sabia, como pode imaginar. Eu fui falar com os responsáveis das quatro claques atrás da baliza que ninguém sabia de quem era. Era isso que eu gostava que vocês percebessem todos. Ninguém sabia se aquela ia ser a balizado Patrício, peço desculpa, não é por desconsideração, não me lembro do nome do guarda-redes do Benfica. Ainda não tinha sido feito a moeda ao ar, e eu a única coisa que fui lá dizer-lhes e fiquei muito triste e condenei através dos canais que devia ter feito, o ato, chamei os quatro e disse: nos vamos mostrar que somos melhores adeptos, que somos de facto bons adeptos, se somos recebidos na casa do nosso rival a imitar o som do very light que matou um dos nossos adeptos nos anos 80, nós vamos fazer o seguinte, em vitória e só em caso de vitória, está aqui o responsável da segurança, está aqui o team manager, está aqui o stewart principal, vocês podem saltar para cima da passadeira e põe duas bandeiras, que seria brigada, juve leo, directivo torcida, e no meio a cara a grande do Marco Ficini, sem dizer absolutamente nada, vamos demonstrar a nossa grandeza.

Qual não foi o meu espanto quando houve aquele festival todo. É mentira aquilo que eu li ontem que me encontrei no fosso com o Nuno Mendes, aliás, há imagens do jogo, é verem que eu estive, se alguma vez me ausentei para estar em algum fosso, é ver as imagens do jogo. Isso estava escrito ontem. A única coisa que eu queria era fazer uma homenagem a um adepto que foi morto, porque fazia parte da combinação para eles se acalmarem, e eles fizeram aquilo. Hoje, fiquei de boca aberta quando ouvi algumas coisas, sempre pensei que aquilo fosse uma repetição de uma acto que tinha acontecido, que é muito visto pelos ultras no youtube, um acto que tinha acontecido para países do norte da Europa, não me lembro onde é que foi, onde também fizeram um grande espectáculo de pirotecnica, coisa que eu detesto, não gosto, eles sabem perfeitamente disso. Agora eu pergunto, e se não fosse o Rui Patrício naquela baliza, se fosse o guarda-redes do Benfica, eles tinham esperado pela segunda parte? Parece-me que há aí muita infantilidade dessas pessoas que andavam a mandar sms, mas isso eu não tenho culpa nenhuma, disso não quero nada saber, mas acho que há muita infantilidade, então tiveram uma sorte descumunal, porque Deus deu-lhes o dom do Rui Patrício ficar naquela baliza, o que é excepcional, visto que normalmente essas coreografias, nunca são feitas na segunda parte. Portanto, não podem ficar a pensar, bem eles não mandavam na primeira porque era o guarda redes do Benfica, mandavam na segunda. Eu fiquei de boca aberta com essas mensagens sinceramente, com esses whatsapp’s de que seria para atingir o Rui Patrício. Continuo com as minhas dúvidas, mas quem sou eu perante factos.

Pergunta: Há uma outra coisa que eu lhe queria perguntar, e que é no dia 14 de maio, no dia em que teve a reunião com o Jorge Jesus em que lhe deu a entender que os serviços dele iam ser dispensados…

Bruno de Carvalho: No fim da época, pelo menos.

Pergunta: Como é que o Nuno Mendes, que estava no Funchal, soube disso.

Bruno de Carvalho: Não pode ter sabido, não pode ter sabido, não pode ter sabido, porque primeiro eu nunca disse ao Jorge Jesus que estava despedido, expliquei-lhe porque é que o tempo dele tinha chegado ao fim. Segundo, quem estava dentro da sala era eu, os adjuntos todos do Jorge Jesus, e a comissão executiva. E não estou a ver nenhum deles a falar com o Nuno Mendes sobre absolutamente nada, nem eu, nem eles, portanto, absolutamente zero. Zero zero, não houve nenhuma conversa de certeza absoluta, não estou a imaginar os… Bem, o Jorge Jesus tem um filho que pertence a uma das claques, ele estava sempre a dizer isso, mas nunca me apresentou o filho. Isso eu já não sei, mas que um dos filhos dele pertence a uma das claques se calhar ele falou ao filho, não sei, não faço a mínima ideia, mas estava agora a lembrar-me que ele estava sempre a dizer que o filho dele que anda no Kickboxing ou qualquer coisa de agressivo, faz parte de uma das claques, só se for por aí, não sei, não faço a menor ideia, mas garantidamente que ele não sabia nada, podia ter expectativa, saber, só se for por aí, pelo filho do Jorge ser de uma claque, mas também não acredito muito, porque o Jorge é muito reservado em casa.

Deixe o seu comentário
SUBSCREVA A NEWSLETTER RECORD GERAL
e receba as notícias em primeira mão

Ultimas de Sporting

Notícias

Notícias Mais Vistas