Luiz Phellype: «Prefiro que a temporada termine»

Avançado do Sporting analisa os efeitos do novo coronavírus

• Foto: Hélder Santos

Luiz Phellype concedeu uma entrevista à 'Gazeta Esportiva' onde alertou para os perigos da propagação do novo coronavírus, e defendeu que se deveria terminar a competição na presente época até para não prejudicar a próxima.

"Sinceramente, prefiro que a temporada termine, espero que dêem um jeito para o fazer da melhor maneira possível, até para não termos complicações na próxima temporada. O debate vai existir, uns serão contra e outros, a favor, mas acho que é o melhor a fazer. O plano parece que é mesmo encerrar o campeonato", afirmou o avançado do Sporting.

O jogador falou ainda da sua rotina diária: "A minha recuperação segue normalmente porque só eu estou autorizado a vir ao centro de treinos, para poder dar sequência à minha fisioterapia diária. Só eu e o fisioterapeuta. Venho, faço o meu treino e volto para casa. Os outros jogadores estão todos em casa, treinam por vídeo e é assim que estamos a fazer. Acho que o governo e a federação só autorizaram esse esquema àqueles que estão em tratamento pós-cirúrgico. Quem tem lesões mais comuns não pode vir tratar. Seguem um plano e fazem tudo de casa".

Numa fase em que o presidente brasileiro Jaír Bolsonaro continua a pedir o normal funcionamento das instituições, o jogador lembra o exemplo da Europa e pede aos seus compatriotas para não arriscarem. "Aqui o clima ainda é de tensão. Tudo começou antes, ficou tudo pior antes. No começo, não deram tanto valor, o que acredito que tenha acontecido no mundo todo, não se valorizou tanto. Só que as coisas foram ficando sérias e houve um choque de realidade. As pessoas já não saem mais, só vão às ruas para ir ao mercado e voltam. E têm que entrar com senha, três de cada vez. Não sei até quando isso vai durar. Está muito difícil", afirmou a avançado.

Luiz Phellype reforça o pedido de cautela: "Pelo que estou a acompanhar vi que no Brasil, assim como aqui em Portugal, as pessoas demoraram a perceber o que realmente estava a acontecer para se consciencializarem da gravidade da situação. Também não deram muito valor, com praias e bares lotados. As pessoas têm que se cuidar, senão a tendência é piorar. No Brasil costuma haver muito mais aglomeração de pessoas do que na Europa. O cenário aqui melhorou porque todos passaram a ser conscientes. O que estamos a viver é muito serio, não é brincadeira".

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