Manuel José: «O departamento de scouting do Sporting deve ter problemas de consciência»

Treinador refere ainda que não se lembra de "uma equipa tão ruim" em Alvalade como este ano

Manuel José considerou, no programa 'Grande Área' da RTP3, que a exibição do Sporting na segunda parte do jogo com o Rosenborg, foi "horrível". O treinador referiu ainda que o departamento de scouting do clube de Alvalade "deve ter problemas de consciência que nunca mais acabam", adiantando que não se lembra de "uma equipa tão ruim" em Alvalade "como este ano".

"A atmosfera continua difícil. Se olharmos para este jogo, a segunda parte do Sporting, por amor de Deus, foi horrível! Tive de ver porque vinha para aqui, senão tinha mudado de canal, com tantos jogos que estavam dar na televisão. Esta história de jogar com três centrais, meus amigos, joguei 8 anos assim no Al-Ahly, no Egito, e 4 anos no Boavista. Quando o nosso defesa central ganhava a bola, se o adversário metesse 5 jogadores no ataque ele tinha de sair imediatamente a jogar e a defesa toda saía com ele, para pôr aqueles 5 jogadores, caso perdêssemos a bola, em fora de jogo. E o líbero subia para a posição dele. No Sporting o único que faz isso é o Mathieu. O Coates é muito bom a defender, mas quando tem bola, aquilo para ele é um objeto estranho, não sabe o que lhe fazer. Joga um futebol direto mas a bola não vai para ninguém, vai sempre para o adversário", analisou o experiente técnico.

"Eles com três defesas jogam de forma defensiva, jogar com três defesas é para dar 'corda aos sapatos' aos outros jogadores, para atacar com mais segurança. A segunda parte do Sporting foi um desastre! O departamento de scouting do Sporting deve ter problemas de consciência que nunca mais acabam! Há ali dois ou três jogadores que não têm nível nenhum para jogar no Sporting. Não me lembro de uma equipa tão ruim como este ano. Não há milagres, aquele jogo em Tondela foi uma coisa assustadora", prosseguiu.

E recordou o que sucedeu em Tondela: "Os passes que os centrais faziam entre eles... A bola não saía dali, era para trás e para o lado. Estavam a jogar com dois pontas-de-lança, meteram três extremos, porque este miúdo, o Rafael Camacho é um ala. Depois de sofrerem o golo mandaram os dois centrais para ponta-de-lança, isto é ridículo. O Sporting praticamente não criou nada."

A aposta que Silas fez frente ao Rosenborg nos jovens foi, para Manuel José, "um risco". "Meter aqueles miúdos todos a jogar foi um risco. Aqueles jogadores não têm ritmo competitivo nem experiência, foi um risco grande e os jogadores não ganharam nada com aquilo."

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