Jaime Marta Soares, presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting, disse esta quarta-feira que "alguns jogadores do Sporting pensaram estar a ver o fim da sua vida" aquando dos momentos de terror vividos em Alcochete na terça-feira, falando mesmo num "ataque terrorista".

"O que se passou na Academia do Sporting foi um ataque terrorista do mais baixo, do mais suez e mais energúmeno que se possa imaginar. Eu repudio veementemente o que se passou esta terça-feira. Aqueles energúmenos fizeram aquelas pessoas viver uma situação dramática. Alguns pensaram estar a ver o fim da sua vida. Foi desumano. Qual Daesh! Mas nenhum me disse que não iria jogar no domingo. Eu próprio lhes passei tranquilidade e a necessidade de esquecer o que se passou, apesar de deixar marcas para toda a vida", referiu o dirigente em declarações ao 'Expresso Diário'.

Questionado sobre a reação de Bruno de Carvalho a esta situação, Marta Soares não quis visar diretamente as palavras do líder dos leões: "Não vou comentar publicamente o que disse o presidente do Sporting Clube de Portugal. Faço a minha avaliação como presidente da assembleia geral. E os sócios lá estarão para julgar o meu trabalho. Temos vivido momentos muito difíceis, um dos 'incêndios' mais difíceis da minha vida. Mas como presidente da Assembleia Geral tenho de ter uma serenidade muito grande, apesar de rodeado de pressões de todo o lado. Eu não protejo ninguém, a não ser a minha responsabilidade de defender os sócios e o Sporting. Com atitudes precipitadas poderia prejudicar o Sporting".

Jaime Marta Soares mostrou-se ainda preocupado com toda a envolvência da operação Cash Ball, dizendo também que nunca foi candidato à presidência do Sporting "porque nunca calhou".


As imagens da destruição no balneário do Sporting e dos ferimentos de Bas Dost e Mário Monteiro

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Autor: Luís Miroto Simões