Nuno Saraiva faz esclarecimento sobre "período revolucionário em curso" da arbitragem

Nega que Bruno de Carvalho tenha feito qualquer juízo sobre ameaça de greve

• Foto: Miguel Barreira

Nuno Saraiva falou esta terça-feira sobre a intenção de greve dos árbitros num post no Facebook, que disse ter o propósito  de esclarecer as notícias sobre  o "período revolucionário em curso" da arbitragem. 

"Uma coisa é certa: nunca o Presidente do Sporting CP falou sobre este assunto específico com Luciano nenhum, nem pediu a quem quer que fosse que falasse com Luciano algum sobre desconvocações de greves ou temas relacionados", refere o diretor de comunicação do Sporting. Nuno Saraiva acrescenta que "em nenhum momento o Presidente do Sporting CP fez qualquer juízo sobre a referida ameaça de greve."

Post de Nuno Saraiva

"Agora que já vivemos o Natal, tempo de reflexão e de Família, é chegado o momento de esclarecer notícias sobre o que se passou no "período revolucionário em curso" da arbitragem do passado mês de outubro e falar de uma suposta investigação a alegadas ameaças feitas pelo Presidente do Sporting CP.

Sobre o pré-aviso de greve dos árbitros, o Presidente do Sporting Clube de Portugal teve apenas dois interlocutores, Pedro Proença e José Fontelas Gomes, e, em ambos os casos, por iniciativa dos próprios em reuniões promovidas por eles. E, aos dois, foi dito exactamente o mesmo:

Até hoje, o Presidente do Sporting CP foi o único dirigente a defender intransigentemente os árbitros, não só enquanto profissionais mas também enquanto seres humanos que têm famílias. Mais, por princípio, somos a favor de as classes se defenderem do que entendem e como entendem, desde que sejam absolutamente claros e factuais nos termos e nas motivações das suas formas de luta. Isto é, toda a gente percebeu que na base da contestação dos agentes da arbitragem estiveram um conjunto de afirmações e documentos aos quais o Sporting CP é completamente alheio. E por isso, se os árbitros entendem ou entendiam que a greve é o caminho, façam o favor de a convocar desde que chamem os bois pelos nomes e não pondo todos no mesmo saco.

Uma coisa é certa: Nunca o Presidente do Sporting CP falou sobre este assunto específico com Luciano nenhum, nem pediu a quem quer que fosse que falasse com Luciano algum sobre desconvocações de greves ou temas relacionados.

Dito isto, importa acrescentar que em nenhum momento o Presidente do Sporting CP fez qualquer juízo sobre a referida ameaça de greve. Aliás, era uma espécie de fetiche do Presidente do Sporting CP fazer um jogo às 21h15, numa quarta-feira, com um estádio vazio. Mais, o que foi dito a Pedro Proença e José Fontelas Gomes foi que os Clubes, que deviam voltar a ser o centro do fenómeno desportivo e não podem continuar a ser tratados como elementos menores e irrelevantes do Futebol, deviam de ter a coragem de eles próprios provocarem uma greve, com base em factos mais do que objectivos: a falta de respeito e consideração constantes por parte da FIFA, da UEFA, do Governo, das instâncias da discilplina e da justiça desportiva, dos operadores televisivos, etc.. Porque de uma coisa podemos estar todos seguros, sem Clubes não há competição, não há atletas, não há treinadores, não há árbitros, não há adeptos, em suma, não há espectáculo.

Mas como não acreditamos na autorregulação, sabemos que isto nunca vai acontecer.

Aliás, e toda a gente sabe isto, se não houver duas equipas em campo não há jogo. Mas se não houver árbitro, o que dizem as regras é que vai-se buscar à bancada de maneira a que o jogo se realize.

Assim sendo, tudo isto seria ridículo não fosse o caso de estarmos perante mais um caso de ignorância dolosa sobre aquilo que se passa no futebol. Se atendermos ao facto de nas competições europeias – Champions League e Liga Europa –, os agentes enriquecerem, os treinadores enriquecerem, os jogadores enriquecerem e boa parte dos Clubes estarem em pré-falência, isto seria motivo de sobra para que, se os presidentes tivessem um líder de classe - como têm jogadores, treinadores e árbitros - que falasse por eles e os poupasse a intervenções constantes, os Clubes dessem um murro na mesa e dissessem basta. Mas, infelizmente, não é assim."

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