Nuno Saraiva: «Luís Filipe Vieira é o pai do incentivo ao ódio e à violência»

Diretor de comunicação do Sporting 'atira-se' a presidente do Benfica

• Foto: Vítor Chi

Depois de Bruno de Carvalho, também Nuno Saraiva lançou este domingo duras críticas a Luís Filipe Vieira. Num post divulgado na sua página de Facebook, o diretor de comunicação do Sporting acusa o presidente do Benfica de ser "hipócrita", "cobarde", "demagogo", "caloteiro", "mentiroso" e "falso".

"Um hipócrita será sempre um hipócrita. E um cobarde será sempre um cobarde. E ontem, o presidente do Benfica mostrou, mais uma vez, toda a sua classe e estirpe. Vamos então por partes. Luís Filipe Vieira deixou o Estádio José Alvalade com três perguntas a que ninguém teve coragem de lhe responder. Cito de cor: 'Sou mentiroso? Sou demagogo? Sou populista?'. A resposta é Sim, a todas elas", começa por escrever.

E prossegue: "É mentiroso porque diz que a sua arma é o silêncio, como se não fosse ele o autor moral da cartilha debitada até à náusea, pelos seus caciques cartilheiros nas televisões. Como se não fosse ele o pai do incentivo ao ódio e à violência, que são afinal de contas um crime público. Será que não há ninguém no Ministério Público e nas instâncias do futebol que considere que esta matéria exige investigação? Ou será que são todos subservientes a este canalha?".   

Sublinhando que "num país a sério", Vieira "já não era presidente de coisa nenhuma" - "E, se tivesse vergonha, saía de cena e contribuía para a limpeza do futebol e do desporto nacional", escreveu -, Nuno Saraiva prossegue:

"[Vieira] Lamenta, de modo sonso, o assassinato de mais um adepto do Sporting para na frase seguinte perguntar o que estava ele a fazer na rua às 3 da manhã. No fundo, o que Vieira está a proclamar é qualquer coisa de aberrante que se traduz numa simples frase execrável: se não estivesse na rotunda não tinha sido assassinado, por isso aguentem-se. Mas não se fica por aqui. Ontem, como sempre porque é cobarde, voltou a não se demarcar dos canalhas que não só não respeitaram o minuto de silêncio em memória do adepto assassinado, como repetiram as imitações do very light e entoaram cânticos de morte para celebrarem a tragédia do Jamor de 1996. A própria polícia cinstatou e onfirmou que adeptos do Benfica arrancaram ontem cadeiras e arremessaram-nas contra adeptos do Sporting CP, colocando-os, mais uma vez, em perigo de vida, e Vieira, como é hábito, voltou a nada dizer. Vieira é pois o incendiário, o pirómano. Vieira é, quanto mais não seja pelo silêncio, cúmplice destes criminosos. Mas pior, continua a incentivar pelo apoio ilegal que concede às suas claques ilegais este tipo de conduta miserável porque, ao contrário do que diz, não só está refém deste poder oculto como o faz com gosto".

O diretor de comunicação dos leões aborda igualmente as palavras de Luís Filipe Vieira após o dérbi de ontem, nas quais o dirigente do Benfica admitiu ter 'visto' a era de Vale e Azevedo quando recebeu o email do Sporting. 

"Na qualidade de visitante, vem a nossa casa e recorre ao insulto fácil ao nosso presidente comparando-o com Vale e Azevedo. Ora, é preciso ter lato e não ter um pingo de vergonha na cara. Logo ele, Vieira, que não passa comprovadamente de um caloteiro que deve, pessoal e empresarialmente, mais de 600 milhões à banca e que, pelos vistos, não parece ter intenção de pagar, contando com a total complacência dos poderes públicos. Que autoridade moral tem este sujeito para pôr em causa a seriedade, a honestidade ou a idoneidade de quem quer que seja? Alguém que se permite afirmar "não conseguimos comprar o objectivo da vitória" - é certo que corrigiu o ato falhado - confessando aquele que é o modus operandi que todos já suspeitávamos, arroga-se agora no direito de vir dar lições de honestidade por alma de quem?"


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