Nuno Saraiva: «Tudo porque não mandamos emails nem atrasamos faturas»

Diretor de comunicação dos leões ataca arbitragem e envia indiretas aos rivais

• Foto: Miguel Barreira

"A frio", depois da derrota no Dragão, Nuno Saraiva considera que "ficou mais uma vez provado" que não basta ser melhor. "E ontem fomos", defende o diretor de comunicação do Sporting, na sua conta oficial no Facebook, antes de expor "factos das últimas jornadas". "E escusam de vir com a conversa de que somos calimeros ou de que promovemos choradinhos para justificar as derrotas." "Nada disso! A única coisa que exigimos é respeito e igualdade de tratamento com os nossos rivais" acrescenta.

"No Sporting-Feirense houve um golo ilegalmente anulado ao Doumbia com manifesta violação do protocolo do árbitro; no Tondela-Sporting houve um penálti a nosso favor sobre Mathieu que todos os especialistas em arbitragem afirmaram que ficou por assinalar; no Sporting-Moreirense a escandalosa expulsão do Petrovic e a gritante dualidade de critérios na amostragem de cartões amarelos; e ontem, além dos cartões que ficaram no bolso para um dos lados - assim de repente lembro-me de Maxi Pereira, Sérgio Oliveira e Herrera - há o penálti sobre o Doumbia aos 17 minutos, com o resultado ainda em 0-0, o que poderia ter mudado por completo a história do jogo", enumera Nuno Saraiva.

O lance de Doumbia motiva, de resto, uma crítica direta a Artur Soares Dias. "O  árbitro que ontem, após indicação do VAR, não viu esta grande penalidade, foi o mesmo que na meia-final da Taça da Liga, onde esteve como VAR, também não quis ver um penálti claro sobre o Bas Dost cometido por Danilo", acusa.

"Os árbitros erram? Seguramente, tal como os treinadores, os jogadores ou qualquer outro ser humano. A diferença é que quando erram, os segundos pedem desculpa e são penalizados. E ontem até errámos ao falharmos pelo menos três oportunidades flagrantes de golo [Bryan Ruiz, Montero e Rafael Leão]. Já os primeiros vestem a capa da infalibilidade e continuam a apitar como se nada fosse", acusa Saraiva. "E assim, fácil, se cumprem alguns desígnios obscuros do futebol português. E tudo porque não mandamos emails nem atrasamos faturas para tempos de maior liquidez", lamenta, ainda, enviando indiretas aos rivais.

O ‘bluff’ Meirim
Na mesma publicação no Facebook, Nuno Saraiva questiona o presidente do Conselho de Disciplina, José Manuel Meirim, por não ter dado provimento ao pedido de efeito suspensivo do castigo a Gelson Martins, na sequência do recurso apresentado na véspera do clássico.

O extremo foi expulso contra o Moreirense e os leões recorreram com o intuito de suspender a pena de um jogo para, assim, poderem contar com Gelson no Dragão. A argumentação da SAD foi baseada numa tese de doutoramento orientada por José Manuel Meirim, segundo a qual todas as decisões passíveis de recurso poderão ter efeito suspensivo.

"Ontem também não tivemos o Gelson no Dragão. E se este processo teve um mérito foi o de mostrar que o professor Meirim é um autêntico bluff, enquanto jurista e professor de Direito. E porquê? Simples, permitiu que todo o seu Conselho de Disciplina desmantelasse os argumentos de uma tese de doutoramento, que ele próprio orientou, em que se sustenta o caráter suspensivo dos recursos como aquele que foi apresentado após a expulsão do jogador na passada segunda-feira", refere Nuno Saraiva.

O responsável da comunicação do clube de Alvalade identifica uma "sequência infernal" de acontecimentos "nos últimos quatro jogos" e garante: "Desenganem-se os que acham que nos derrubam e derrotam. Resistiremos, orgulhosamente, a tudo, por mais habilidosos que sejam os que nos querem afastar de um caminho que, a muito curto prazo, será certamente de glória", conclui.

Por Vítor Almeida Gonçalves
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