O médico que é doente incurável do Sporting

Varandas é sócio do clube leonino há mais de 25 anos entrou em Alvalade em 2011 pela mão de Gomes Pereira

• Foto: Pedro Ferreira

Diz quem o conhece que as suas grandes paixões são o Sporting e a Medicina, dois amores que se conjugaram quando foi convidado a assumir o departamento médico do Sporting, em 2011, pela mão do antigo responsável clínico, Gomes Pereira. Não hesitou em aceitar o desafio e, apesar de ter entrado no mandato de Godinho Lopes, manteve-se com Bruno de Carvalho. Hoje é o médico que por vezes não controla as emoções no banco de suplentes. O diagnóstico foi traçado logo aos três anos: é um doente incurável pelo clube leonino.

Esta paixão foi-lhe incutida pela família, e basta consultar o seu Instagram para ver as suas fotografias em criança a frequentar as aulas de ginástica nas instalações do antigo Estádio José Alvalade, um desporto que continuou a praticar até ao inicio da adolescência. Com os anos o amor ao clube foi crescendo e, como é natural, as tardes de futebol começaram a ganhar uma importância na vida deste futuro médico que, para melhor viver todas as emoções, decidiu inscrever-se na Juventude Leonina, a principal claque verde e branca. Esta ligação de sete anos –dos 10 aos 17 – não o impediu de condenar de forma veemente o ataque feito à Academia, onde também não foi poupado por algumas dezenas de agressores mascarados.

Faculdade e... Afeganistão

Licenciado em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, Frederico Varandas também optou pela carreira militar. Em 2007, decidiu investir na especialização desportiva, e tirou uma pós-graduação em Medicina do Desporto, uma valência que lhe abriu as portas das camadas jovens do V. Setúbal.

Entretanto, para pânico da família, foi o médico oficial da força nacional destacada no Afeganistão, uma experiência de vida da qual guarda gratas recordações, apesar de ter corrido perigo de vida em algumas ocasiões. Regressou a Portugal e foi condecorado com a medalha D. Afonso Henriques devido à sua missão ao serviço da NATO, uma distinção da qual se orgulha, mas que é prontamente relativizada. A medalha de Frederico Varandas foi ter visto o seu pelotão regressar sem baixas.

Voltou ao V. Setúbal, onde acabou por receber o convite para liderar o departamento clínico dos leões, um desafio que assumiu nos últimos sete anos até ter decidido abraçar, agora, um projeto ainda mais ambicioso.

Por João Soares Ribeiro
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