Partilha de direitos condiciona venda de João Mário

Fundo detém 25 %do passe

• Foto: Luís Manuel Neves

A potencial transferência de João Mário é candidata a bater recordes no Sporting mas nem no melhor dos mundos a SAD verde e branca deverá encaixar os 60 milhões de euros previstos na cláusula de rescisão do médio e exigidos por Bruno de Carvalho para que o negócio possa efetivar-se. O motivo dessa discrepância é simples e remete para uma luta que o presidente dos leões tem vindo a travar praticamente desde que assumiu o cargo: 25% dos direitos económicos do jogador pertencem a um fundo de investimento, o Quality Football Ireland Limited (QFIL), que tem ligações ao superagente português Jorge Mendes e a Peter Kenyon, antigo dirigente de Chelsea e Manchester United.

A fatia referida do passe do internacional português foi alienada em 2012, na gestão de Godinho Lopes, por 400 mil euros. Ou seja, em caso de transferência neste verão, mesmo que saísse pelo valor inscrito na cláusula, o Sporting encaixaria no máximo 45 milhões de euros, o equivalente a 75% dos direitos económicos que possui. Os restantes 15 milhões, correspondentes a 25% do total, teriam de ser encaminhados para o QFIL. Um facto que não deixará de condicionar a saída de João Mário, salvo acordo noutro sentido que até hoje não foi comunicado.

Resgatados 30%

Esta é a parte do problema que está por resolver, mas deve referir-se que Bruno de Carvalho herdou uma situação bem mais complexa do que a atual. Na verdade, quando chegou ao clube, em março de 2013, o Sporting não detinha mais do que 45% do passe de João Mário. Em três anos de mandato, e como fez relativamente à esmagadora maioria dos jogadores do plantel, BdC conseguiu recuperar uma parte significativa dos direitos, a saber 30% que estavam distribuída por mais dois fundos (além do QFIL, que resiste), entretanto extintos e/ou incorporados na reestruturação financeira da SAD. Assim, 15% do passe pertencia aos angolanos da Holdimo (agora acionistas da sociedade que gere o futebol leonino) e igual parcela era detida pelo antigo BES, através da ESAF. Recorrendo de novo à cláusula de João Mário como referência, os 30% recuperados nestas operações teriam um peso de 18 milhões de euros.

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