Paulinho garante: «Trocava literalmente todos os golos que pudesse marcar pelo título»

Avançado assume que podia "ter feito mais golos" na época de estreia em Alvalade

• Foto: Sporting CP

Paulinho chegou ao Sporting no fecho do mercado de transferências de inverno, proveniente do Sp. Braga, e terminou a temporada com três golos apontados em 14 golos - um deles valeu o título na vitória contra o Boavista (1-0). No podcast 'ADN de Leão', o avançado e internacional português assume que podia "ter feito mais golos", mas justifica com o contexto vivido.

Golos: "Percebo o contexto. Valores, depois tivemos um jogo ou outro que não ganhamos e as pessoas olhavam: 'Ei, contratámos um gajo por este preço, que tinha feito boas épocas no Sp. Braga, conhecia a ideia do treinador e não está a corresponder’. Depois eram 19 anos sem ganhar. É normal... Mas sei o jogador que sou. Sei perfeitamente que ia encaixar. Nem era eu marcar, era conhecer os teus colegas dentro de campo. É diferente jogar comigo ou com o TT, que tem coisas que eu não tenho. As dinâmicas são diferentes. E eu tenho de me adaptar à equipa, demora tempo, por isso é que se fazem as pré-épocas. Entrei a meio numa equipa que estava em 1º lugar, sem perder. Queria e podia ter feito mais, mas foram muitas coisas que… Fomos campeões, com uma derrota. Não brinco quando digo isto: acredito muito, e quando for treinador é esse caminho que quero levar, trocava literalmente todos os golos que pudesse marcar pelo título. Digo isso ao meu melhor amigo. Não sou parvo nem estou aqui com desculpas, quero marcar em todos os jogos, e quando não marco fico chateado. Ponto final. Se ganhar fico contente por ganhar, claro, mas chego a casa chateado. Já tive jogos em que marquei 1 ou 2 golos e disse a mim próprio que não joguei nada, horrível. Como já tive jogos em que não marquei e disse ‘joguei pesado’".

Jogo em Braga: "Golo mais importante? O do Braga. Saí desse jogo a dizer: ‘Vai ser difícil parar-nos’. Deu-nos ainda mais força, a malta não relaxou. A malta percebeu: ‘Se dermos as mãos não têm hipótese’. Estive do outro lado e sei perfeitamente que há qualidade e que contra 10 ia ser difícil. O que apanhei aqui foi um grupo muito unido. Não estou a puxar o saco, dá para ver que é um bom grupo. Precisas de ter um Nuno Santos ou um João Pereira, gajos exigentes que nunca estão satisfeitos. Pequenos pormenores, como o Quaresma a subir o elevador e o Nuno diz-lhe: ‘Estás a brincar? Com 18 anos a subir o elevador? Vais pelas escadas’. Adoram-se um ao outro, mas faz falta ter jogadores assim. O Coates não impõe respeito, o respeito é reconhecido. É super tranquilo e uma pessoa aberta. É o segundo capitão que apanho assim, depois do Tiago, que jogou no FC Porto, no Trofense".

Festejos: "A sair da Academia estava 'éne' gente, no estádio aquilo é uma loucura. No dia em que fomos campeões, a taça estava no meio do autocarro, eu fui lá para a frente para ver dos dois lados… É contagiante, tenho a certeza que falo por todos os meus colegas quando digo que mexe contigo. Vais para o jogo com uma 'pica' do caraças. São 19 anos. Sei do que estou a falar porque vim de baixo, passei por clubes onde tinha salários em atraso, em que um presidente me diz que contratam este treinador porque precisam que seja duro com os jogadores, não porque percebe de futebol". 

Por Ricardo Granada
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