Paulo Pereira Cristóvão: «Sporting tem toda a razão em não reconhecer qualquer dívida»

Ex-'vice' leonino garante que dispensou serviços da empresa visada quando entrou em funções em 2011

• Foto: David Martins

Paulo Pereira Cristóvão, antigo vice-presidente do Sporting à data (2012) em que é relatada a situação que motivou a ação em tribunal da Camacho & Nunes por alegada dívida de 511 mil euros da SAD leonina - envolvendo uma empresa da área da bilhética -, negou "quaisquer serviços da dita empresa enquanto esteve em funções". Então responsável pelo pelouro das infraestruturas e operações, o ex-dirigente garante que quando entrou no clube, em 2011, dispensou a empresa em questão, por prática "irregular nos procedimentos e ilegal na forma de processamento."

Pereira Cristóvão considera que o Sporting "tem toda a razão em não reconhecer qualquer dívida, seja ela reclamada pela dita empresa, seja através de empresas de aquisição de créditos a baixo custo".

O ex-dirigente disse ainda estar à "total disposição do clube para testemunhar em qualquer instância sobre estes factos assim como em qualquer ação legal (que a meu ver se impõe) que o clube entenda intentar contra quem dele abusivamente reclama o que não lhe é devido."

Como Record deu conta, o Sporting vai avançar com uma queixa-crime contra o advogado da Camacho & Nunes e colocará ainda uma queixa na ordem dos advogados.

Leia o comunicado na íntegra:

"A propósito de uma notícia, com chamada à primeira página do jornal Correio da Manhã, na edição de hoje, e replicada por V. Exas, onde é referido que um "credor pede falência da Sporting SAD" e onde, no interior se destacam as frases "trabalho terá sido prestado no tempo de Pereira Cristóvão", "Pereira Cristóvão tinha o pelouro das Infraestruturas e Operações", juntamente com uma foto minha, insinuando assim que se tratará de um qualquer serviço prestado ao Clube e/ ou por mim adjudicado e ainda, de eventual dívida deixada por mim referente ao tal serviço, cumpre-me, por respeito à verdade informar e esclarecer publicamente o seguinte:

1.º Produzindo uma peça destas, deveria o senhor jornalista ter contactado as pessoas mencionadas na mesma. No meu caso tal não aconteceu. Se tivesse acontecido concerteza que escreveria outra peça completamente diferente e serviria, então sim, com verdade quem o lê.

2.º Logo após ter tomado posse como Vice-Presidente do SCP, em Março de 2011, fui confrontado com uma situação, que segundo me foi informado na altura, se arrastaria desde há vários anos, que consistia num sistema de remuneração aos funcionários do Sporting que prestavam serviço em dia de jogo sendo este tipo de serviço, à data, considerado estranhamente, "extraordinário". Tal remuneração usaria uma empresa veículo cuja prática de imediato se afigurou irregular nos procedimentos e ilegal na forma de processamento.

3.º Porque acima de tudo está o Sporting e não querendo publicamente dizer mais do que o necessário, refiro que logo após ter tomado conhecimento cabal dos procedimentos errados e ilegais que estavam a ser levados a cabo, reuni, juntamente com o Departamento Juridico do Clube, com a empresa que funcionava como veículo para tais pagamentos e, dando-lhes conta do que estava em causa com tal forma de actuação, e também porque não havia com a mesma qualquer vínculo contratual ou obrigação legal, foram os mesmos de imediato dispensados de qualquer colaboração com o Sporting. Tal foi comunicado presencialmente aos legais representantes da empresa e ao seu advogado e por estes aceite. Daqui se conclui que não ocorreram quaisquer "serviços" da dita empresa enquanto estive em funções. Muito pelo contrário. Os seus "serviços" cessaram com a minha chegada às funções que tutelavam aquela área.

4.º Após isto e em colaboração com os Recursos Humanos do Clube, foi criado um regulamento de remuneração dos funcionários naqueles dias de jogo, com valores transparentes, equitativos, justos e com os respectivos descontos legais.

5.º Nestes termos tem o Sporting Clube de Portugal toda a razão em não reconhecer qualquer dívida, seja ela reclamada pela dita empresa, seja através de empresas de aquisição de créditos a baixo custo, como parece ser o caso.

6.º Encontro-me à total disposição do Clube para testemunhar em qualquer instância sobre estes factos assim como em qualquer acção legal (que a meu ver se impõe) que o Clube entenda intentar contra quem dele abusivamente reclama o que não lhe é devido e enceta pedidos de insolvência que mais não servem do que originar uma notícia e tentar "pescar" qualquer coisa que, de todo, não lhe é devida."

Lisboa, 17 de Março de 2018

Paulo Pereira Cristóvão

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