Rui Patrício conta fatores "estranhos" no dia da invasão à Academia de Alcochete

Guarda-redes rescindiu contrato com o Sporting

Rui Patrício
Rui Patrício
Rui Patrício

Na carta de rescisão que enviou para Alvalade, Rui Patrício fala em fatores "estranhos" que ajudam a criar "uma sensação de desconfiança relativamente ao sucedido e à atuação do Sporting". 

Depois de fazer uma descrição das agressões a que foram sujeitos os jogadores leoninos, Rui Patrício explica que "é estranho que o treino tenha sido antecipado, e mais estranho, ainda que o 'assalto' tenha dado no exato momento em que os jogadores se encontravam no balneário, evitando, assim, a dispersão".

O guarda-redes questiona também o facto de os "assaltantes" se dirigirem "sem hesitações para os balneários da equipa principal, que muito pouca gente sabe onde ficam", que tivessem conseguido "percorrer uma distância tão grande sem que tivesse havido qualquer aviso a prevenir os jogadores do 'ataque'".

"Inusitado também, que o treinador Jorge Jesus, ao correr para os balneários para ajudar os jogadores tenha deparado com o atigo presidente da Juve Leo, Fernando Mendes, que ali se encontrava, sem qualquer justificação, de cara destapada e que perante o pedido de ajuda de Jorge Jesus tenha respondido que aquilo não era para ser assim, que era só para assustarem os jogadores, mas que tudo se tinha descontrolado e que não podia fazer nada", pode ler-se na carta de rescisão, com Rui Patrício a lembrar as declarações de José Diogo Salema, antigo diretor de instalações da Academia de Alcochete, que após o incidente de 15 e maio afirmou que no seu tempo havia uma regra: "quando havia treinos da equipa principal, o portão estava fechado".

Rui Patrício aponta assim "uma conduta de negligência grosseira que confere justa causa de resolução de contrato", referindo ainda que a conduta do presidente do Sporting "foi inaceitável e absolutamente reveladora da mais profunda falta de respeito e consideração pelos jogadores", afirmando que Bruno de Carvalho "só chegou à Academia quase duas horas após o início dos acontecimentos", e que as suas primeiras declarações "foram absolutamente chocantes para os jogadores que as consideraram aviltantes e, até, ofensivas, parecendo que o Presidente da Sporting clube de Portugal - futebol SAD estava a 'gozar' com o sucedido".

O guarda-redes lembra também que "os jogadores estiveram durante duas horas a prestar declarações no posto da GRN de Alcochete sem que tivessem sido acompanhados por qualquer elemento da direção da sporting clube de Portugal - Futebol SAD ou representante desta, numa atitude de perfeito desprezo pela sua situação".

Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
SUBSCREVA A NEWSLETTER RECORD GERAL
e receba as notícias em primeira mão

Ultimas de Sporting

Notícias

Notícias Mais Vistas

Copyright © 2019. Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Cofina Media S.A. Consulte a Política de Privacidade Cofina.