Sá Pinto: «Não estão criadas as condições para voltar ao Sporting»

Treinador não descarta a possibilidade de regressar a Alvalade, mas no futuro

Sá Pinto
Sá Pinto • Foto: Reuters

Sá Pinto falou esta quinta-feira, pela primeira vez, do interesse do Sporting na sua contratação para substituir Jorge Jesus no banco. O treinador português assume que, neste momento, não estão reunidas as condições para regressar a Alvalade.

"Cheguei ontem do meu período na Bélgica. Felizmente, a época correu de uma forma extraordinária. Optei por não continuar por diversas razões. O futuro, em princípio, não passará por Portugal; quase de certeza que não passará. A minha ligaçao ao Sporting é eterna, mas para mim treinar o Sporting não é só um trabalho, é muito mais do que isso. É uma grande responsabilidade emocional. Nesta altura, estou triste com o que se está a passar no clube, mas também não existe estabilidade e não acho que estão criadas as condições que eu considero que sejam fundamentais para que volte nesta altura ao Sporting. Com certeza que muito provavelmente irei voltar no futuro mas nesta altura não", afirmou o técnico no final do 1.º torneio infantil de futebol feminino no Museu João de Deus, na Estrela.

E prosseguiu: "Treinar o Sporting, para mim, tem um impacto muito grande. Provavelmente, num futuro próximo, médio ou longo irei treinar o Sporting novamente, mas nesta altura a minha carreira irá continuar no estrangeiro".

Sobre o atual momento vivido em Alvalade, o ex-treinador do Standard Liège assume que só com "união" se consegue ultrapassar o que está a acontecer. "O Sporting não é um clube unido nesta altura e apelo à união de todos. Só todos juntos é que podemos fazer um Sporting forte como já foi. Tenho amigos de um lado e do outro... Não estou documentado em relação a tudo o que se passou, muito se especulou e não gosto de opinar sem estar dentro do assunto na totalidade".

Receita do Euro para o Mundial'2018

Sobre o Mundial'2018, Sá Pinto acredita que se a Seleção seguir a 'receita' do Europeu de 2016 tudo se tornará mais fácil.

"O discurso tem de ser o mesmo e tem de haver a mesma união que houve no Europeu. Os jogadores sempre acreditaram que conseguiriam superar-se e conseguir algo extraordinário, mas sem pressão acrescida. A Seleção tem de pensar sempre no próximo jogo e, a partir daí, de eliminatória em eliminatória. Todos os portugueses desejam ser campeões do Mundo, mas temos de pensar primeiro num primeiro objetivo, passar a fase de grupos, e depois chegar o mais longe possível. A equipa tem de continuar unida como no Euro'2016 fora do campo; o selecionador mostrou uma grande liderança, com uma mensagem forte e positiva de proteção da equipa. E dentro de campo, a equipa foi o que vimos. Só grandes equipas é que podem fazer grandes campeonatos", concluiu.

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