Solução pode passar por acordos com clubes que receberem jogadores que rescindiram

Equipa de advogados liderada pelo espanhol Juan Crespo Pérez aconselhou a SAD leonina a tentar minimizar os danos financeiros

Terminado oficialmente o prazo para que os jogadores apresentassem as rescisões unilaterais dos contratos, chegou a hora de a SAD verde e branca perceber, do ponto de vista jurídico, qual o caminho a seguir. Para isso, e tal como o nosso jornal avançou em tempo oportuno, Bruno de Carvalho contratou o advogado espanhol Juan Crespo Pérez, especialista em direito desportivo e considerado um dos melhores na sua área de especialidade.

De acordo com o que Record apurou junto de fonte próxima deste processo, o causídico espanhol já esteve reunido com o Conselho Diretivo leonino, tendo analisado todos os casos de forma célere mas minuciosa. As conclusões iniciais – ainda que embrionárias, já que há várias premissas que precisam de ser analisadas ao mais ínfimo detalhe – são relativamente... simples: quantos mais jogadores apresentassem as rescisões unilaterais, pior seria para a construção da defesa leonina, já que a FIFA – entidade que, a par do TAS, vai julgar o diferendo entre jogadores e clube –, aos ‘olhos’ da lei cível, seria obrigada a considerar de forma efetiva que o clube não deu todas as condições necessárias para que, neste caso específico, este grupo de atletas pudesse exercer, em total e inequívoca segurança, a sua profissão.

Vários caminhos

Por outro lado, e face às diligências tomadas pelos jogadores, a opinião jurídica de Juan Pérez terá sido perentória: para evitar males maiores e de forma a diminuir os danos financeiros provocados por esta debandada, a SAD deveria tentar chegar a um acordo de verbas com os clubes que vão receber os jogadores que já rescindiram contrato. Desta forma, e apesar de não haver uma obrigatoriedade legal, já que, para todos os efeitos, estamos nesta altura a falar de jogadores livres, tanto o Sporting como o potencial clube que receber os ex-leões resolvem em tempo útil um eventual diferendo que ameaça arrastar-se nos tribunais.

É claro que existe um outro caminho: o de levar todo este imbróglio até às últimas consequências. Essa continua a ser uma hipótese em cima da mesa, mas tudo dependerá dos fundamentos legais em que a defesa do Sporting irá basear-se para proteger os interesses do clube em tribunal.

Certo é que, tudo o que está a acontecer no clube – das rescisões à ‘guerra’ entre a MAG e o CD –, só será efetivamente resolvido depois de muitos e muitos meses de julgamento, análise, recursos e mais recursos. O caos está instalado em Alvalade e parece que veio... para ficar.

Por Alexandre Carvalho e Sérgio Krithinas
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