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Sporting: Acosta lutador isolado

DESEMPENHO DA EQUIPA FRENTE AO GIL VICENTE

O SPORTING pode atribuir as culpas do empate à inépcia na criação de ocasiões de golo. E à persistência com que cedeu à armadilha do fora-de-jogo gilista. Para isso contribuíram a derivação de Mpenza para o centro e a falta de um criativo capaz de perfurar o muro defensivo. Acosta lutou como pôde e Ayew foi incapaz de acordar a equipa ante a vertigem do primeiro lugar.

SCHMEICHEL - Não podia fazer muito mais no golo de Carlitos (22'), devido ao fraco ângulo de visão no lance, e porque a trajectória da bola foi desviada pelas costas de Rui Jorge. Esteve menos concentrado que o normal, como demonstrou aos 79 minutos, aliviando mal para o adversário Pedro Santos, e tendo que aplicar-se depois. Na recolocação da bola em jogo esteve uns furos abaixo do normal.

SABER - O choque com César Prates foi evidente desde o primeiro minuto, sobretudo na total incapacidade revelada para cruzar bem, furtando-se ao rigor do esquema táctico. Na vertente defensiva esteve melhor.

BETO - O capitão do Sporting esteve menos intervertido que o habitual na transposição da bola para o ataque. Sobretudo nos passes longos, e muito por culpa do sistemático fora-de-jogo dos companheiros mais adiantados. Defendeu ao seu nível e por pouco não controlou, isolado, um cruzamento de De Franceschi (88').

ANDRÉ CRUZ - Variou de lento para superlento, na recuperação defensiva e na recolocação da bola. Mostrou-se displicente em algumas fases do jogo, e só criou perigo de livre aos 69 minutos, fazendo a bola passar bem perto do poste direito de Paulo Lopes.

RUI JORGE - Na sequência da chamada à selecção nacional, o lateral-esquerdo foi infeliz com uma contribuição involuntária para o golo adversário. Registou fracos índices de concentração e eficácia na colaboração ofensiva com De Franceschi.

VIDIGAL - Um jogo forte do ponto de vista defensivo e na compensação dos centrais, mas sem o fulgor habitual, por culpa alheia. Em partidas com maior dose de ineficácia no último terço do campo, o médio leonino pouco acrescenta, por défice de criatividade.

DUSCHER - Atirou à baliza aos 39 minutos, de longe na zona frontal, e aos 45 de livre. Nos dois casos sem sucesso, a corresponder ao desperdício de energias em que resultou a sua exibição. Muitas falhas no passe, e demasiada oscilação de velocidade, deixando o resto do meio-campo sem garantias de poder contar com ele.

CÉSAR PRATES - Revelou um dinamismo suicida que o levou a desgastar-se como Duscher e a cometer demasiados erros no plano defensivo. Protagonizou a maior parte dos movimentos longitudinais do Sporting, por défice claro de De Franceschi.

DE FRANCESCHI - Desacerto nos cruzamentos, e pouca eficácia no passe. O avançado italiano cedeu demasiado, como os companheiros, à armadilha do fora-de-jogo gilista. Esteve muitos furos abaixo da última exibição em Alvalade diante do Farense.

MPENZA - O esforço não compensou devido à concentração de energias na zona central. Para o belga esta foi uma partida empenhada, mas repleta de equívocos. Nunca se libertou como tão bem fez noutros momentos, pelo flanco direito.

AYEW - Entrou aos 33 minutos, conferindo mais profundidade e acutilância ao ataque, pela força que regista nos lances. Mas não superou o desacerto geral, nem a incapacidade para jogar e rematar dentro da área. Protagonizou a jogada mais conseguida do Sporting (73'), com um passe de cabeça que César Prates não aproveitou por pouco, e cabeceou mal um cruzamento de Pedro Barbosa (82').

TOÑITO - Actuação irrelevante, numa altura em que já todos tentavam resolver o jogo isoladamente.

PEDRO BARBOSA - Terá entrado demasiado tarde para adaptar-se ao ritmo e exigências da equipa. Mesmo assim, geriu bem o flanco direito, acrescentando problemas a Sérgio Lomba.

MIGUEL COSTA NUNES

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