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Sporting-Benfica, 1-1: «Estrelinha» de campeão

CRÓNICA

"O empate final não fez do Sporting campeão e afastou mais o Benfica da corrida pela Europa. Nenhum dos eternos rivais acabou  satisfeito, mas os leões têm muito mais para celebrar. O título está cada vez mais perto, mas o Benfica merecia ganhar"
Sporting-Benfica, 1-1: «Estrelinha» de campeão • Foto: João Trindade
AINDA não há campeão. Depois da escorregadela caseira do Boavista, no sábado, o Sporting "apenas" conseguiu um ponto frente ao Benfica, mantendo-se ao alcance matemático da turma do Bessa. Por isso, os muitos milhares de adeptos verdes-e-brancos que ontem demandaram Alvalade tiveram de adiar a festa, que parece, apesar de tudo, incontornável. Será em Setúbal? Ou em casa com o Beira-Mar? Uma questão de tempo...

O que é certo é que o sortilégio do "derby" voltou a fazer das suas e o Benfica, que foi a melhor equipa dentro das quatro linhas, teve a sorte sempre "de espaldas" e viu fugirem-lhe dois pontos já nos descontos, num "braço" de Armando que Martins dos Santos sancionou com uma grande penalidade. Os da Luz ficaram mais longe da UEFA, mas deram uma estupenda imagem de serenidade e organização ao longo de quase toda a partida. Nos últimos minutos houve excessos lamentáveis, mas a verdade é que a equipa de Jesualdo Ferreira arrancou, na despedida do "derby" do Estádio de Alvalade, uma exibição conseguida e competente.

O Sporting, exactamente como aconteceu há dois anos, acusou a responsabilidade de ter a possibilidade de resolver o campeonato em casa frente aos rivais do outro lado da Segunda Circular, entrou tenso e previsível, e acabou por render bastante menos que o habitual. Foi preciso que Bölöni mandasse Ricardo Quaresma para dentro do campo para a sua equipa acordar e colocar, finalmente, problemas sérios ao Benfica.

Tanto o técnico romeno como Jesualdo Ferreira armaram os seus onzes em sistemas semelhantes, de base 4x2x3x1. O que levou a um encaixe quase perfeito entre as equipas ao longo dos primeiros 45 minutos, que, embora sendo jogados em clima tenso, se mostraram previsíveis. Ninguém estava interessado em correr muitos riscos, as defesas mantinham sempre prudente superioridade numérica sobre os ataques e só algumas mudanças de velocidade de Miguel agitaram a primazia da disciplina táctica. Já em período de compensação, Drulovic assistiu Miguel (uma trivela espectacular) e este esticou-se e atirou a bola ao poste direito da baliza de Nélson. Os adeptos do Sporting acolheram a chegada do intervalo com um suspiro de alívio...

O segundo tempo começou praticamente com uma grande jogada de João Pinto a assustar Moreira. Mas já depois de Bölöni ter trocado Hugo Viana por César Prates, para meter mais velocidade nas alas, Mantorras teve um lampejo de génio e depois de um drible estoirou a bola contra o travessão da baliza leonina. Na resposta, na sequência de um canto, Babb quase marcou e o jogo ganhou uma animação maior.

Jesualdo Ferreira sentiu que era hora de arriscar e tirou Drulovic, fazendo entrar Jankauskas (Miguel na direita e Mantorras na esquerda). O lituano, na primeira vez que tocou na bola, marcou golo e a ideia do regresso da "maldição do faraó" (Sabry, há dois anos...) pairou sobre Alvalade. O banco do Sporting, a perder, recorreu a Quaresma e o talentoso jogador teve tempo para pintar a manta e criar grandes dificuldades ao Benfica. Só que, em contra-ataque, os da Luz podiam ter arrumado o jogo em duas ocasiões, para desespero de um Sporting, então, todo virado para a frente. O empate acabaria por surgir já ao cair do pano, de "penalty", num lance que Armando cortou com a mão e Martins dos Santos, a sinal do seu auxiliar, sancionou. Jardel não perdoou e carimbou o centésimo golo leonino da época.

Seguiram-se algumas cenas lamentáveis e pouco edificantes, que culminaram nas expulsões de Zahovic e Argel (este depois do apito final), com um sururu entre Pintos pelo meio. Perfeitamente dispensável.

O Sporting, cumprida a ronda 32, está mais perto do título; o Benfica, que se mostrou personalizado e confiante, tem mais razões para chorar.

O árbitro MARTINS DOS SANTOS teve um jogo fácil até à grande penalidade. Depois, especialmente na "confusão" entre JVP e JMP, agiu com serviços mínimos disciplinares. Quanto ao "penalty", Armando cortou o lançamento para Nalitzis com o braço, tirando partido desse facto.
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