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Sporting-Benfica, 2-1: Luz verde ao sinal vermelho

LEÃO FOI QUASE SEMPRE DONO E SENHOR

O que resultou do derby foi uma vitória tão justa como indiscutível do Sporting, que coloca o seu eterno rival a oito pontos de distância. A gestão deste atraso do campeão vai ser certamente objecto de várias reflexões e de muitas preocupações entre os benfiquistas, que vêem a sua equipa realizar o pior arranque de sempre no campeonato.

Para os sportinguistas fica outra alegria: a de que finalmente a sua equipa foi capaz de resolver a bem uma decisão importante depois de experiências traumatizantes.

Malícia

Talvez por isso mesmo, José Peseiro não correu riscos na construção do seu onze. Resistiu à tentação das novidades e apenas fez a troca a que foi obrigado. Jogou Tonel (e bem) em vez de Beto e tudo o resto ficou como era de ficar, sendo que João Moutinho (agora que Rochemback partiu) assumiu a posição onde rende mais.

Diferente foi a abordagem ao jogo. Peseiro disse que o Sporting está melhor preparado para os grandes momentos. Pelo que se viu ontem, assim é. E começou a ver-se cedo. Ao contrário de outros jogos, o leão foi mais prudente e sobretudo mais malicioso. Perdeu o espectáculo? Talvez sim, mas ganhou, seguramente, a equipa.

Koeman inventa

Ao contrário de Peseiro, Koeman resolveu inventar. Os três centrais eram esperados. O que ninguém estava à espera era ver Carlitos em campo e Nuno Gomes no banco. Como a 2ª parte deixou bem claro, o Benfica ficou a ganhar (e muito) com Nuno Gomes na equipa.

À baliza

Os derbies muitas vezes são resolvidos por detalhes. Por isso é preciso ter alguma paciência. Foi o caso de ontem. Durante 25’ quase nada se passou, até que Moutinho resolveu começar a chutar à baliza. Moreira brilhou e à segunda cedeu canto. Dele nasceu o 1-0 construído por três figuras a quem muito boa gente não reconhece estaleca para jogar no Sporting: Tello marcou o canto e Tonel assistiu Luís Loureiro para um golo à Zidane. Os artistas menores transformaram-se em actores decisivos do derby. E não apenas naquele momento.

O Sporting chegava à vantagem e merecia. Os seis remates que fez foram todos à baliza (Ricardo Rocha tirou um sobre a linha), enquanto os do Benfica só Simão acertou no alvo.

Luz vermelha

O Benfica entrou à campeão na 2ª parte. Já com Nuno Gomes e ainda com Carlitos, Koeman apostou (e bem) no 4x4x2. Num instante, porém, ficou sem Ricardo Rocha. Ao sinal vermelho acendeu-se a luz verde. O Sporting ficou dono e senhor do jogo e o Benfica, encostado às cordas, segurou-se a um ténue equilíbrio.

Riscos

Em dois momentos, o Sporting podia ter “morto” o jogo. Mas Luisão (sobre a linha) e Moreira negaram o 2-0 e o leão começou a cair na tentação de dar espectáculo. Douala empolgava mas uma falta de Polga deu a Simão a oportunidade de oiro para levantar o Benfica do chão.

Koeman voltou a mexer (Alcides a defesa direito e Beto no meio-campo) para defender o empate. De nada lhe valeu. O Sporting estava confiante e reagiu bem ao golo sofrido. Não podia deixar fugir a oportunidade de vencer um adversário reduzido a dez. Nélson foi o terceiro a “roubar” sobre a linha o golo ao Sporting, antes de Liedson resolveu a centro de Tello.

Ainda apareceu um Benfica gigante na parte final do jogo. Graças a Simão, Nuno Gomes e... Rogério. O lateral leonino dera o “estoiro”, mas Peseiro resolveu meter Pinilla no lugar de Sá Pinto. Correu sérios riscos, só que desta vez Luisão não marcou...

Árbitro

PAULO COSTA (4). Na decisão mais polémica, ajuizou bem: a entrada de Ricardo Rocha foi para vermelho. O Benfica pode queixar-se de um “off-side” mal tirado a Simão num lance de perigo.
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