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Sporting Campeão: Era uma vez um vencedor

MOMENTOS DA VITÓRIA LEONINA PARA RECORDAR

UM BEIJO ESPECIAL

O tempo passava, o Sporting continuava empatado em Vidal Pinheiro e a ansiedade dominava não só os adeptos como os próprios jogadores. No meio de tanto nervosismo, André Cruz conseguiu ter a calma suficiente e na cobrança de um livre directo fez, aos 47 minutos, o primeiro golo dos leões. E a euforia generalizou-se. Pedro Barbosa que o diga! O capitão leonino não se conteve e beijou efusivamente o colega, como forma de agradecimento.

Depois, olhou para o céu e apertou as mãos. A verdade é que não teve tempo para mais, uma vez que, tal como André Cruz, foi autenticamente albarroados pelos restantes jogadores.

CHORAR DE ALEGRIA

O Pedro, um jovem de Santo Tirso, viveu em Vidal Pinheiro um dia muito especial. Não só porque viu pela primeira vez desde que nasceu o clube de que gosta ser campeão, mas porque viu esse facto consumado no dia em que comemorou mais um aniversário. "É um momento inesquecível", dizia com as lágrimas a correrem-lhe pela face abaixo. E, num gesto instintivo, limpava os óculos humedecidos.

A alegria do Pedro é tanto mais explicável porquanto tinha um desgosto: há precisamente seis anos, com o Sporting bem colocado para conquistar o título, via, no dia de aniversário, os leões perderem por 3-6, frente ao Benfica. Por isso, ansiava tanto pelo momento de ser campeão.

Em Vidal Pinheiro redimiu-se e pôde finalmente ver o sonho tornar-se realidade. A alegria era tanta que por cada golo do Sporting, o jovem de imediato ligava para a família, compartilhando aquele momento. "Estou feliz. Fiquem descansados que estou bem", referia.

E SALTA INÁCIO!

"E salta Inácio! E salta Inácio! Olé! Olé!" O Sporting já vencia por 3-0, os adeptos leoninos pediram e o treinador não deixou de responder. Num clima de plena euforia, Inácio não resistiu aos apelos e, já de cachecol ao pescoço, saltou ao ritmo dos adeptos leoninos, participando na festa. Uma verdadeira loucura, que ganhou maior dimensão quando Aldo Duscher, depois de um magnífico passe de Beto Acosta, fez o quarto golo dos leões. O treinador leonino havia afirmado que possivelmente iria chorar se o Sporting fosse campeão. E a verdade é que não resistiu e, já no balneário, as lágrimas vieram-lhe aos olhos.

ATÉ DUQUE SALTOU

Luís Duque costuma sofrer interiormente e raramente se mostra expansivo. Nem mesmo quando os leões marcam um golo. Mas o jogo de Vidal Pinheiro era de facto diferente. Tão diferente, que o presidente da Sociedade Desportiva do Sporting não se conteve e ao terceiro tento, que praticamente garantia a vitória sportinguista, saltou do banco de suplentes, ele que vê sempre os encontros ao lado de Augusto Inácio, e abraçou efusivamente o treinador e Manolo Vidal. Afinal, a alegria que o invadia era superior a tudo o resto.

O CHICHI DE BARBOSA

Há dias assim. A alegria do capitão leonino era tanta que em vez de lhe provocar incontinência urinária, funcionou no sentido inverso. E logo por "azar", Pedro Barbosa foi um dos escolhidos para se submeter ao habitual controlo "antidoping". O chichi teimava em não sair, a comitiva já desesperava para rumar Lisboa, mas a boa disposição continuava a imperar. "Dêem-lhe uma cervejinha, dêem-lhe uma cervejinha", dizia Carlos Xavier.

A verdade é que os leões, primeiro devido ao trânsito, e depois, por causa do seu capitão, só deixaram Vidal Pinheiro às 23.10 horas. Mas, curiosamente, não foi preciso Barbosa recorrer à "cervejinha".

SCHMEICHEL E O EUROFESTIVAL

Duplamente alegre. O fim-de-semana correu de feição a Peter Schmeichel.

O internacional dinamarquês não só se sagrou campeão no primeiro ano ao serviço do Sporting, conquistando o 10º título da respectiva carreira, como viu o seu país vencer pela primeira vez o Festival Eurovisão da Canção. Um facto a que Schmeichel, evidenciando boa disposição, não deixou de aludir. "Foi mesmo um fim-de-semana histórico. Para mim, para o Sporting e para o meu país", disse, com um sorriso de "orelha a orelha".

UM "JORNALISTA" ESPECIAL

O jogo de Vidal Pinheiro deu a conhecer um jornalista muito especial. Chama-se Nélson, é guarda-redes do Sporting e deu um verdadeiro "show". O atleta leonino, com a habitual boa disposição, “roubou" um microfone à SIC e, ainda o jogo não havia terminado, desatou a fazer entrevistas no banco de suplentes. De Luís Duque a Augusto Inácio, passando por Ayew que, entretanto, havia sido substituído por Toñito.

A CALMA DE OCEANO

Oceano comentou o jogo de Vidal Pinheiro mesmo por detrás da claque leonina. Sereno, não foram poucas as vezes que o antigo capitão leonino aconselhou calma aos jovens adeptos. Principalmente, logo após o primeiro tento dos leões. "Acalmem agora um pouco para a equipa serenar. É uma fase do jogo muito importante", afirmou um dos últimos símbolos do clube de Alvalade.

Curiosa foi a reacção dos adeptos quando Oceano referiu não haver motivos para Jorge Coroado marcar uma grande penalidade por uma pretensa falta cometida sobre Acosta. "Não digas isso Oceano. Torcemos anos e anos por ti. Gostamos tanto de ti, mas não digas isso..."

MARQUÊS "AGASALHADO"

Os leões fizeram questão de colocar uma coroa, em homenagem à cidade de Lisboa, na estátua do Marquês de Pombal. Iordanov, na qualidade de capitão de equipa, subiu bem alto e, já de madrugada, à chegada à capital, deu expressão ao gesto dos leões, envolvendo igualmente um cachecol na estátua. 24 horas passaram e o Marquês continua bem agasalhado, de cachecol envolto no pescoço, suscitando a curiosidade dos inúmeros turistas que visitam a capital portuguesa.

DE FRANCESCHI “CANTOR”

"Oh sole mio!" De Franceschi começou a expressar a sua alegria de forma bastante curiosa. Substituído aos 66 minutos, o extremo italiano ficou sentado no banco de suplentes. Mas por pouco tempo. A alegria era tanta que pediu autorização a um agente de segurança e subiu para cima do banco, incentivando a claque com constantes gritos: "Sporting!, Sporting!" Mas não se ficou por aqui. Para gáudio dos adeptos do clube de Alvalade fez questão de exibir os seus dotes vocais. E foi vê-lo a cantar: "Oh sole mio.”

ANTÓNIO JOSÉ OLIVEIRA e JOÃO PEDRO ABECASIS

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