Sporting concorda com Fernando Gomes e também deixa farpas ao Benfica

Nuno Saraiva diz que é altura de "pôr cobro a este clima que em nada beneficia o futebol português"

• Foto: Luís Manuel Neves

Nuno Saraiva afirmou que o Sporting está de acordo com o que Fernando Gomes escreveu num artigo de opinião publicado esta sexta-feira em Record e noutros jornais nacionais, em temas como arbitragem ou o clima de crispação que se vive, deixando algumas farpas ao Benfica.

Situações como as "claques que continuam por legalizar", "um adepto do Sporting, o segundo desde 1996, que foi assassinado" ou "a promiscuidade entre representantes e agentes de clubes a quererem interferir e condicionar" foram levantadas pelo diretor de comunicação leonino, que finalizou desta forma: "é tempo de pôr cobro a este clima que em nada beneficia o futebol português."

Leia o comunicado de Nuno Saraiva na íntegra: 

Sobre as preocupações expressas hoje pelo Presidente da Federação Portuguesa de Futebol em artigo de opinião, o Sporting Clube de Portugal não podia estar mais de acordo com o essencial.

Realmente, há claques que continuam por legalizar, que nem são reconhecidas pelos próprios... quando isso é um insulto aos sócios desse clube, aos adeptos do Futebol e ao Estado de Direito.

Realmente, neste ano, um adepto do Sporting, o segundo desde 1996, foi assassinado porque era do Sporting, aquilo que em Itália, por exemplo, é considerado homicídio qualificado.

Realmente, a promiscuidade entre representantes e agentes de clubes a quererem interferir e condicionar actividades e juízos de observadores, árbitros, conselhos de disciplina e demais agentes desportivos, constitui actos de violência contra os valores do desporto.

Realmente, toda esta violência e respectiva impunidade a que temos assistido, não só fomenta, como estimula a violência em campo, como vemos agressões, umas atrás das outras, sem sanção, sem processos, sem castigos.

Realmente, toda esta violência é transportada para fora dos relvados, e tem como consequência actos de intimidação, vandalismo e outras formas de violência, que repudiamos e condenamos de forma veemente por sermos contra ameaças à integridade física seja de quem for, contra os árbitros que têm que fazer o seu trabalho sem medos ou condicionalismos.

Realmente, é tempo de, como há muito tempo o Sporting Clube de Portugal tem vindo a defender, de pôr cobro a este clima que em nada beneficia o futebol português.

Assim haja a coragem de quem tem o dever de intervir para o fazer.


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