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Sporting-Gil Vicente, 2-0: Um jogo da vida real

CRÓNICA

Sporting-Gil Vicente, 2-0: Um jogo da vida real
Sporting-Gil Vicente, 2-0: Um jogo da vida real • Foto: João Trindade
O Sporting venceu o Gil Vicente em casa por 2-0, aumentou para seis a série de vitórias consecutivas na Liga e manteve FC Porto, à frente, e Benfica, atrás, à mesma distância a que estavam antes desta jornada. O triunfo foi muito mais difícil do que o resultado faz supor e os 3 pontos estiveram em suspenso até ao segundo tento de Koke, o inesperado goleador de serviço ontem à noite.

Na semana em que José Peseiro, o ex-treinador dos leões, fez saber que no seu tempo a equipa dava mais espectáculo do que agora, o actual detentor do cargo deu nova lição de objectividade: em vez de cinema – as salas do Alvaláxia até podem vir a ser alienadas –, Paulo Bento ofereceu um reality show.

Os leões entraram muito mais determinados do que inspirados e souberam esperar, sofrer, controlar a ansiedade – não só do jogo mas também dos resultados de FC Porto e Benfica – e superar todos os obstáculos que o adversário colocou para sair de Alvalade de missão cumprida.

É que do outro lado estava uma equipa que, embora enfrente o fantasma da descida, tem argumentos para pôr qualquer opositor em sobressalto. Além da eficácia reconhecida nas bolas paradas, tem avançados rápidos e perigosos sustentados numa defesa poderosa.

Meia hora razoável

O Sporting apareceu em campo fiel ao modelo habitual. À frente da defesa – que incluiu Tello no lugar de Caneira – Custódio. E deste até ao ataque uma linha de médios composta por Nani, Sá Pinto e Moutinho. Da mobilidade dos três, sobretudo do algarvio, resultavam os espaços para os avançados. Um deles, Deivid, aproveitava-os como podia mas tendia a sair da área para definir as jogadas. O outro, Douala, pareceu sempre demasiado dependente das linhas para aplicar o seu futebol – quem não tem Liedson caça com o internacional camaronês.

O Gil Vicente, adepto das marcações individuais, não deixava nenhum dos cinco homens da frente sem par. Por isso, Braíma, médio de formação, foi um central na prática. E João Pereira e João Pedro, laterais de vocação ofensiva, vigilantes de Moutinho e Nani.

Embalado pelo público e pelo estado de graça, o Sporting ofereceu uma primeira meia hora razoável. Deivid, Moutinho e Tello (de bola parada) quase marcaram nesse período. Pelo contrário, os homens de Ulisses Morais só cumpriam parte do plano de jogo: fechavam-se como podiam. A outra metade, contra-atacar, já não conseguiam: raramente tinham bola. O primeiro remate gilista ocorre aos 35’, numa boa tentativa de Carlitos.

Gil a crescer

Na fase final do primeiro tempo e ao longo do segundo, a equipa visitante foi ganhando ascendente à medida que, do outro lado, o dono da casa se sentia cada vez mais desconfortável.

O técnico do Sporting, alarmado com tanta desorganização e precipitação na construção, resolve então mexer: entra Romagnoli para pautar e Koke para definir. Seria o espanhol (tem três golos em dois jogos), um corpo estranho para a defesa gilista, a desatar o resultado num remate pronto.

A perder, o Gil Vicente subiu mais, jogou com o medo leonino e, mesmo sem criar oportunidades, soube fazer pairar sobre a área de Ricardo o espectro do empate. A equipa de Bento, contudo, resguardou-se, e, como vem sendo hábito, acabou por “matar” a partida nos instantes finais, novamente via Koke, o herói improvável.

Árbitro

Artur Soares Dias (4). O jogo não foi difícil e o árbitro teve a virtude de não o complicar. Pode ter errado, mas não mais do que a maioria dos jogadores.
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