Sporting-Nacional, 3-3: Noite «negra» de Acosta permite brilho dos madeirenses

LEÕES DISCUTEM ELIMINATÓRIA NO FUNCHAL

Alvalade viveu uma noite de futebol incrível, onde aconteceu de tudo, até duas reviravoltas no resultado em apenas um minuto; "suplentes" leoninos, de certa forma, "deram razão" a Fernando Mendes
Sporting-Nacional, 3-3: Noite «negra» de Acosta permite brilho dos madeirenses

O SPORTING vai discutir na Madeira a passagem aos quartos-de-final da Taça de Portugal, depois de ter empatado na noite de terça-feira (3-3) com o Nacional, equipa que se encontra em posição de ascensão à I Liga. Antes de mais, convém sublinhar que os leões tiveram, antes do prolongamento, e durante este período, oportunidades claras de golo, em número suficiente para chegar a uma goleada, mas por mérito de Nuno Carrapato (o guarda-redes) e demérito de Acosta (por quatro ocasiões), o resultado acabou num 3-3 que revela, em boa medida, o jogo incrível que Alvalade viveu.

Seria habitual, numa situação destas, destacar grandes méritos do Nacional. Acontece que a equipa de Peseiro teve mérito apenas numa coisa: não jogar fechada, optando por fazer a bola andar muito de pé para pé, em vez de a atirar para longe da própria baliza. E mesmo na forma como chegou aos golos, houve mais demérito dos leões, que quase os ofereceram, ainda que de formas diferentes: primeiro Beto cortou mal uma bola e esta acabou por sobrar para Fabrício; depois o mesmo Beto escorregou ao tentar driblar o mesmo jogador e originou outro golo; por fim, Quim Berto cometeu grande penalidade numa jogada que, dada a posição do avançado, não pedia qualquer falta, para mais dentro da área.

Foi então por demérito que o Sporting empatou? Em nossa opinião, sim. Primeiro, porque os "suplentes" Bino, Horvath e Afonso Martins acabaram por justificar o porquê de não fazerem parte dos primeiros planos de Fernando Mendes. Com eles no relvado, o meio-campo leonino foi confrangedor, quer a construir quer, principalmente, a tapar os caminhos da área de Nélson.

Depois, o "matador" Acosta viveu uma das piores noites desde que chegou a Portugal, quando a mesma tinha tudo para marcar o reencontro dele com as boas exibições. Marcou o primeiro golo (25), mas depois entrou numa espiral de "azar" que começou num tento perdido de forma incrível (44), continuou na não conversão de uma grande penalidade (86), prolongou-se com uma bola cabeceada à barra (87) e terminou (100 e 101) com uma atrapalhação em plena pequena área, e uma boa defesa de Nuno Carrapato.

Depois de estar a perder por 1-2, Fernando Mendes alterou o meio-campo, com as entradas de Mpenza e Toñito e, de repente, tudo se modificou. O Nacional viu-se obrigado a encolher o jogo, os momentos de "magia" surgiram no relvado (o golo de Mpenza, assistido por Rodrigo, é sublime e a defesa de Carrapato à cabeçada de Rodrigo – 68 –, impossível) e a sorte fez o resto: Luís Loureiro (94) atirou à barra (no único remate do Nacional no prolongamento) e Rodrigo respondeu (118) com um "tiro" ao poste, num dos sete remates leoninos desse período.

O árbitro João Ferreira teve muitos lances complicados para ajuizar: dúvidas no “penalty” sobre Toñito (o lance é muito confuso, mas existe contacto entre Yriarte e ele); bem no golo regular de Mpenza; correcto no “penalty” de Quim Berto sobre Rosário.

Golos

1-0, aos 25, por ACOSTA – Jogada individual de Pedro Barbosa, que faz um grande trabalho na área e oferece a bola para o argentino rematar de primeira, sem oposição.

1-1, aos 37, por FABRÍCIO – Na sequência de um canto, a bola ressalta em Beto e sobra para Fabrício empurrar a um metro da linha de golo.

1-2, aos 61, por FABRÍCIO – Beto perde a bola em zona proibida para Fabrício, que se isola e remata para a defesa de Nélson. Mas este não segura e na recarga o mesmo jogador do Nacional marca.

2-2, aos 77, por PEDRO BARBOSA – Rui Jorge centra da esquerda e o capitão, de forma tranquila, pára com o pé direito, tira um defesa, e remata de pé esquerdo.

3-2, aos 89, por MPENZA – Jogada fantástica de Rodrigo, que passa dois e solicita, de calcanhar, a entrada de Mpenza. Este, em posição legal, chuta fora do alcance do guarda-redes.

3-3, aos 89, por SERGINHO – Na conversão de uma grande penalidade, a castigar falta de Quim Berto sobre Rosário.

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