Sporting precisa de 41 milhões de euros até 30 de junho

SAD confirma que está a tentar antecipar as receitas do contrato com a NOS

• Foto: Luís Manuel Neves

O Sporting confirma que vai antecipar receitas do contrato com a NOS. A informação consta do prospeto enviado esta tarde à CMVM, para regularizar duas operações realizadas em 2014 no âmbito da reestruturação financeira.

Na radiografia da atual situação financeira, a administração da SAD admite que, à data de hoje, o respetivo "fundo de maneio e os saldos de caixa e equivalentes não são suficientes para cobrir as suas necessidades nos próximos 12 meses, necessidades estas que se estimam em cerca de 65 milhões de euros, dos quais 41 milhões de euros até 30 de junho de 2019", lê-se no documento.

"Estimamos que a insuficiência de recursos se manifeste no final de abril de 2019. (…) Para fazer face a estas necessidades, a emitente (Sporting SAD) pretende concluir, em março de 2019, uma operação de titularização de créditos detidos pela Sporting SAD relativos ao contrato de cedência de direitos de transmissão televisiva dos jogos disputados pela equipa principal de futebol estabelecido entre a Sporting SAD e a NOS Lusomundo Audiovisuais, SA", confirma o prospeto. "A emitente tem a expectativa de que esta operação será bem sucedida", permitindo só através da mesma "suprir as necessidades de fundo de maneio dos próximos 12 meses."

Mais operações e até… venda de jogadores

A administração de Frederico Varandas anuncia ainda que "poderá, nos próximos 12 meses, realizar novas operações de financiamento, nomeadamente financiamento bancário ou emissões obrigacionistas, e obter novos patrocínios relacionados com a equipa principal de futebol, o Estádio José Alvalade ou a Academia Sporting."

"A expectativa do emitente é que também estas ações sejam bem sucedidas", revelam os leões, que são claros quanto às consequências negativas que podem resultar da não antecipação das receitas da NOS, aliadas às restantes medidas. "A Sociedade poderá enfrentar dificuldades de tesouraria para cumprir com as suas responsabilidades." No limite, se isso acontecer, a SAD admite "recorrer à venda de ativos, designadamente dos direitos económicos dos jogadores de futebol de modo a satisfazer eventuais necessidades de liquidez."

Por Vítor Almeida Gonçalves
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