Miguel Paim: «Todos em torno da equipa»

Rosto do movimento Dar Rumo ao Sporting apela à paz e estabilidade

• Foto: Luís Manuel Neves

Miguel Paim, um dos rostos do movimento Dar Rumo ao Sporting, que conduziu à destituição de Godinho Lopes e subsequente eleição de Bruno de Carvalho, mostra-se desiludido com o rumo que o clube tomou nos últimos três anos. Apesar disso, considera não ser este o momento ideal para o aparecimento de candidaturas à presidência do clube.

"Parecia-me mais normal que toda a gente estivesse concentrada em torno da equipa de futebol. Eu acho que o Sporting vai ser campeão e que todos nós devíamos concentrar-nos nisso, em vez de andarmos para aqui com 'fait-divers'", argumenta o associado leonino, não se mostrando surpreendido com o anúncio da recandidatura de Bruno de Carvalho: "Vejo a recandidatura como um reflexo das movimentações que por aí andam. Foi uma necessidade de marcar já uma posição face a eventuais alternativas que possam surgir."

«Bruno não consegue unir»
Afastado, por motivos profissionais e pessoais do dia-a-dia do clube, Miguel Paim foi um dos associados presentes no jantar que na passada semana juntou diversos antigos apoiantes do atual presidente, que dele divergiram pelos mais diversos motivos. Um encontro em que as pessoas falaram do Sporting, de futebol e também das suas vidas pessoais. Paim não percebe, por isso, o alarido criado em torno do evento.

"Esta espécie de perseguição aos sportinguistas que jantaram é demonstrativa do sentimento de que perseguição que se vive no Sporting. Bruno de Carvalho não consegue unir os sportinguistas", argumenta o sócio dos leões, estranhando: "Estando a equipa na luta pelo título, havia de haver concentração à volta da equipa de futebol e não estarem preocupados com quem janta com quem ou quem fala ou deixa de falar."

Por isso, Miguel Paim deixa um apelo a todos aqueles que, a um ano do final do mandato, já parecem preparados para a guerra eleitoral. "Apelaria à paz e à estabilidade em torno do clube, numa fase crucial da época. Haverá tempo para debater o Sporting no futuro. Assim as pessoas o queiram. E dirijo-me tanto a um lado como ao outro", afirma, admitindo que, caso o Sporting não seja campeão, "o burburinho é capaz de aumentar." "Sendo campeão, não apaga tudo, mas é capaz de amenizar um pouco todo este burburinho", acrescenta.

Por João Lopes
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