Tribunal chumba providência de Bruno de Carvalho sobre a AG de destituição

Antigo presidente dos leões com decisão desfavorável

• Foto: Pedro Catarino

Foi chumbada a providência cautelar interposta por Bruno de Carvalho e Alexandre Godinho, que pretendia anular a deliberação da AG de destituição, realizada a 23 de junho, por alegadas irregularidades. A decisão foi conhecida ontem e reveste-se de grande significado, no contexto da guerra jurídica já prometida pelo antigo presidente. Como Record noticiou em momento oportuno, a ação principal que resulta desta providência cautelar deu entrada no Juízo Central Cível de Lisboa a 5 de setembro, e mantém-se.

A ‘providência das providências’, como é considerada, chegou a ser utilizada por Bruno de Carvalho para, a 17 de agosto, reclamar de volta a presidência, sob o argumento de que o parecer do juiz lhe era favorável. O ex-líder não queria que o Sporting fosse ouvido mas o tribunal entendeu que o clube tinha o direito de contestar, como veio a suceder. Na resposta, com 265 pontos, a Comissão de Gestão defendeu que o regresso de BdC teria "consequências ruinosas", nomeadamente perda de investidores e patrocinadores; os leões alertaram ainda para a "relação tóxica" do antigo presidente com o plantel e para o perigo de saída dos jogadores que rescindiram e aceitaram voltar, casos de Bas Dost, Bruno Fernandes e Battaglia.

Agora, a juíza Susana Cabaço, no despacho da decisão, a que Record teve acesso, concluiu que "os requerentes não alegam factos concretos referentes ao dano considerável, limitando-se a tecer conjeturas e considerações sobre tal de forma absolutamente conclusiva". "O que se impõe aos requerentes é a invocação de factos concretos de onde se retire a existência de dano apreciável na manutenção da deliberação social perante a demora do processo de impugnação dessa mesma deliberação e não os benefícios gerados por essa mesma suspensão", lê-se.

"Péssima imagem" de José Peseiro

Bruno de Carvalho e Alexandre Godinho, no pedido ao tribunal, referem-se ao despedimento de Mihajlovic e à aposta em José Peseiro, um treinador "de quem o clube tem péssima imagem", na expressão dos próprios. No despacho da decisão, a juíza escreve que "grande parte do requerimento refere-se a conflitos" no Sporting, sem "interesse ou relevância" para a providência cautelar. "Pelo exposto, declaro nulo todo o processo", conclui Susana Cabaço, que remete as custas para BdC e Godinho.

Diogo Orvalho: "Única decisão possível"

Contactado por Record, Diogo Orvalho, membro da anterior MAG do Sporting, recusa alongar-se em comentários "por razões deontológicas" mas salienta que "era a única decisão possível, a que já esperava e que faz Justiça." "Neste momento, o Sporting precisa de muita tranquilidade, unidade e coesão para ganhar todas as batalhas desportivas que tem pela frente, a começar já pelo jogo contra o Marítimo", acrescenta.

Por Vítor Almeida Gonçalves
Deixe o seu comentário

Últimas Notícias

Notícias
SUBSCREVA A NEWSLETTER RECORD GERAL
e receba as notícias em primeira mão

Ultimas de Sporting

Notícias

Notícias Mais Vistas

Copyright © 2019. Todos os direitos reservados. É expressamente proibida a reprodução na totalidade ou em parte, em qualquer tipo de suporte, sem prévia permissão por escrito da Cofina Media S.A. Consulte a Política de Privacidade Cofina.