Varandas e as saídas de Thierry e Bas Dost: do "grande negócio" ao "negócio possível"

Presidente do Sporting explica duas negociações e ainda os excedentários não resolvidos

• Foto: Vítor Chi

Em entrevista à Sporting TV, Frederico Varandas considerou "muito importante" o valor que o Sporting encaixou o presente mercado de transferências e assumiu que o clube de Alvalade "tem de vender", até porque entende que "não existe nenhum clube [português] que não precise" de o fazer. O líder leonino deu o exemplo do Benfica - que "vendeu o seu melhor jogador: João Félix" - e também do FC Porto - "vendeu o seu melhor defesa (Éder Militão) e perdeu, provavelmente, os seus dois melhores jogadores a custo zero".

Nesse sentido, Varandas explicou as saídas de Thierry Correia e Bas Dost, dois negócios que encarou de formas bem distintas. O primeiro foi visto pelo líder do clube como um "grande negócio", ao passo que o segundo foi o "negócio possível". "Por Thierry foi uma proposta muito boa. É um jovem formado no Sporting, e tendo em conta a proposta e o momento é um grande negócio", explicou.

Já sobre Bas Dost a resposta foi mais longa. "Foi o negócio possível. O Sporting é pródigo em novelas. O jogador em final de maio demonstrou o desejo de sair ao seu treinador e à sua administração pelo seu agente. Desde esse momento o Sporting começa a preparar o grupo sem o peso de Bas Dost no seu orçamento, e de uma forma transparente e honesta, além de gostar de Bas Dost como homem e profissional. Eu gostava de ter Bas Dost no plantel do Sporting, mas quando vejo um jogador em maio dizer que não queria ficar, e quando vejo que tem um custo de 5,9 milhões de euros, e isto é um custo incomportável para o Sporting e para o futebol português. Esta demagogia que se fala… Eu gosto do profissional Bas Dost mas não podemos ter um jogador que custa 6 milhões por ano - é quase 10% do custo do orçamento do futebol profissional… Num jogador é uma loucura e eu não faço loucuras. E sobre a maneira como saiu não gostei, mas não foi o Sporting. O Sporting foi obrigado a fazer a troca de comunicados porque não podemos ficar reféns de um agente. Foi a venda possível, uma venda de 7 milhões por um avançado de 30 anos foi a venda possível. Eu sei que ser líder e ter de tomar decisões faz com que pessoas não fiquem agradadas. Um líder não pode deixar toda a gente feliz e se o quiser fazer que vá vender gelados. Por muito que goste e admire um profissional nunca poderá ficar acima dos interesses do Sporting", frisou.

Por resolver ficaram apenas os casos de Viviano e Matheus, também situações vistas de forma distinta. "Viviano ainda é um caso que estamos a negociar a sua rescisão. É mais um jogador com um peso muito significativo e estamos a conversar com o jogador. Matheus Oliveira foi uma surpresa para nós, teve propostas na Turquia, do Chipre e da Rússia mas preferiu ficar aqui. Preferiu não jogar futebol. Estranho."

Por Fábio Lima,Sérgio Magalhães e João Soares Ribeiro
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