Varandas sobre Amorim: «Como o Sp. Braga, o Sporting tem 5 ou 6 clubes que não lhe conseguem pagar»

Presidente lembra que não vai para a "praça pública expor esses clubes"

• Foto: Lusa

Frederico Varandas salientou que o saneamento das contas do Sporting foi fundamental para os leões enfrentarem a pandemia com outras armas. "Ao nível do Sporting, vou-lhe dizer, acho que nenhum clube estava preparado para um Covid. Ajudou muito as medidas tomadas desde setembro de 2018. O facto de termos reduzido em muitos milhões o custo da equipa principal e aumentarmos o investimento na formação, ajudou-nos a estar um bocadinho mais preparados para o Covid", disse numa entrevista à SIC, admitindo que os jovens vão ter mais peso em Alvalade.
 
"Mais do que nunca, o Sporting vai ter de viver da formação. Em muito boa hora, há dois anos, investimos na formação, identificámos miúdos que na altura tinham 15 e 16 anos, e investimos muito neles, com um projeto de crescimento centrado no jogador. E hoje já estiveram ali no campo principal 6 miúdos entre os 17 e 18 anos a treinar e vão já fazer parte do plantel da equipa principal", sublinhou.

Questionado sobre o não pagamento da primeira tranche de Rúben Amorim ao Sp. Braga, Varandas lembrou as consequência da pandemia e frisou que há muitos emblemas em dificuldades mas que não quer identificá-los em público: "Mais do que uma questão, uma novela. Em todo o Covid, em todo o mundo… Recebi um email do meu banco a perguntar ‘Presidente, doutor… Se quiser, estou a pagar a minha casa com um empréstimo bancário, mas pode atrasar o empréstimo bancário no tempo do Covid’. Com os impostos o Governo fez igual, tudo normal. A única coisa foi porque o Sporting não fez um pagamento naquela data X do Rúben Amorim. Eu não vou alimentar mais essa novela. O Sporting é um clube de bem e cumpre e vai cumprir e vai pagar o Rúben Amorim, como está a pagar. Obviamente que, como o Sp. Braga, o Sporting tem 5 ou 6 clubes que também não lhe conseguem pagar agora, é normal. Só que o Sporting sabe o que esses clubes estão a sentir e não vai para a praça pública expor esses clubes."

Desvalorização dos craques

A incerteza que a pandemia trouxe afeta de forma clara as janelas de transferência e Varandas até deu um exemplo com a venda de Bruno Fernandes.

"Isto cria uma certa… uma grande incerteza. O que é que vale hoje um jogador de futebol? O Bruno Fernandes foi vendido por 65 milhões de euros em janeiro (55 M€ fixos mais 25M€ em variáveis, 10 M€ das quais consideradas fáceis de atingir ou atingíveis). Hoje se calhar vale o quê? 30 M€, 20 M€? Ninguém sabe", vincou.

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