Varandas: «Reconheciam-me pelos olhos e pediam-me para tirar selfies»

Presidente do Sporting recorda luta contra o coronavírus

• Foto: Miguel Barreira

Frederico Varandas, presidente do Sporting, recordou a sua contribuição como médico, no hospital militar de Lisboa, na luta contra o coronavírus em declarações ao 'The New York Times'. O líder dos leões contou que era muito abordado pelos pacientes para tirar fotografias, apesar de estar praticamente irreconhecível, pois estava vestido com todo o material de proteção necessário.

"Só de olharem para os olhos, diziam-me: 'Você não é o presidente do Sporting? Podemos tirar uma selfie'", revelou. 

Varandas ainda mencionou qual a razão que o fez voltar à medicina durante um período inesperado. "O desporto tinha parado em Portugal e pensei que seria mais importante para o país estar a trabalhar como médico", contou o presidente leonino que ainda sobre o facto de ser facilmente reconhecido acrescentou: "O futebol em Portugal é uma loucura, é como uma religião, é doentio."

No entanto, o dirigente de 40 anos, durante esse mês e meio, continuou a comandar o clube, apesar de não ter sido fácil. "Continuei a controlar as coisas, porque o futebol parou, mas o clube não. Não foi nada fácil equilibrar o trabalho no hospital, com o futebol durante esse período", sublinhou. 

Com o futebol a poucas semanas do regresso, Frederico Varandas deixou algumas críticas às autoridades governamentais e de saúde, como alguém que viveu a situação de perto. "Os futebolistas são mais testados do que os médicos que trabalham nos hospitais. Para mim é uma situação estúpida, é política. Percebo politicamente, mas cientificamente é ridículo", salientou após ter revelado que não foi testado uma única vez durante o tempo que passou no hospital militar de Lisboa.

Mas, já a pensar no seu papel como presidente do Sporting, Varandas tem receio do que pode vir a resultar desta paragem global forçada, nomeadamente no que ao mercado de transferências diz respeito e até dá por si a fazer contas à vida, ao imaginar que não tinha conseguido vender Bruno Fernandes no passado mês de janeiro, ao Manchester United por uma verba que pode ascender aos 65 milhões de euros. "Às vezes deito-me e penso o que aconteceria se tivesse de vender o Bruno agora. Qual seria o preço? 15, 10 milhões?", admitiu e ainda acrescentou com tom de preocupação: "Não sei qual vai ser o valor dos jogadores agora. Sporting, Benfica e FC Porto, todos os clubes de Portugal, têm de vender jogadores."

Por Luís Magalhães
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