Viagem às raízes de Coates: dos castigos dos pais à importância do basquetebol... e do 'mate'

Capitão do Sporting detalhou ainda o laço especial que mantém com Paulinho

• Foto: Filipe Farinha

Coates diz-se "muito tranquilo" em Portugal, onde vive há já 5 anos, mas confessa as "saudades" do seu Uruguai, em concreto de Montevideo, capital daquele país onde há 30 anos nasceu. O futebol foi o caminho, mas segundo o capitão do Sporting facilmente poderia ter sido... o basquetebol. 

"Quando era pequeno jogava futebol e basquetebol, mas sempre gostei mais do futebol. Depois houve a oportunidade de ir para o Nacional, de Montevideo, e até agora parece que não errei na escolha (risos) Mas o basquetebol é um desporto muito bom. Mesmo no futebol, na minha posição, ajuda-me. Tive a sorte de ir com o Uruguai aos Jogos Olímpicos (em 2012) e no desfile inaugural, dada a ordem alfabética, estávamos ao lado dos Estados Unidos. Vi o LeBron James, Kobe Bryant… Tirámos fotos e tudo. Nunca vi um jogo (da NBA), mas está na lista", frisou Coates, no podcast do Sporting, 'ADN de Leão'.

Numa viagem ao seu lado mais íntimo, o uruguaio recordou que, a propósito do gosto pelo desporto, não se livrou de umas 'duras' dos pais. "No Uruguai há muito a ideia de que quem segue a carreira de futebolista, mesmo sendo novo, terá sempre essa responsabilidade de vingar. E os meus pais não queriam que eu, sendo tão novo na altura, passasse por isso. Sempre me interessei pelo desporto. O meu pai jogou basquetebol, foi profissional. O principal era que estudasse. Depois se queria jogar futebol, basquetebol… Era o segundo plano. Estava sempre na rua, a jogar futebol, basquetebol, o que fosse. Com 10 ou 12 anos por vezes chegava tarde a casa e a minha mãe ficava zangada. O castigo era 'amanhã não sais', mas… saia na mesma", atirou.

E além do importante papel do desporto, Coates revelou outra paixão: o 'mate', tradicional bebida sul-americana. "É como um chá ou café. No Uruguai é uma tradição. Não a bebida em si, mais a partilha com amigos e família. É um gosto que se adquire. O meu filho toma, tem 3 anos e bebe muito!", admitiu, sublinhando, a esse propósito, o especial "suporte" que é a família: "Comecei a namorar com a minha mulher com 17 anos. Quando mudo de clube é uma decisão ponderada pelos dois e passa também pelos meus filhos, Santiago e Felipe. E ao meu pai também sempre fui muito próximo".

Paulinho, símbolo do Sporting 

Para a adaptação a Lisboa contribuíram as amizades feitas no Sporting, não só no plantel. É que o capitão confessou o laço especial com Paulinho, carismático roupeiro do clube, que a seu ver "representa o Sporting". "Desde que cheguei, ele está. Sempre com um sorriso e a trabalhar. No meu primeiro dia cumprimentou-me de uma forma que ainda hoje repetimos", vincou, admitindo que, aos 30 anos, já faz contas ao futuro. "Quando chegas a esta idade começas a pensar que, no futuro, o futebol já vai acabar. São coisas da vida. Agora tenho mais experiência dentro do clube, do relvado. Vejo coisas diferentes que antes não… É a vida", rematou.

Por Ricardo Granada
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