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Vicente Moura: «Pedia a Bruno de Carvalho para acabar com o Facebook e ele dizia-me que estávamos no tempo do Trump»

Antigo 'vice' das modalidades diz que presidente sempre o respeitou mas que "era um homem difícil"

• Foto: Paulo Calado
Vicente Moura considera que Bruno de Carvalho deve apresentar a demissão do Sporting na sequência dos acontecimentos envolvendo o clube nos últimos, esperando que não seja necessário chegar a uma AG de destituição, algo que considera que seria "pavoroso".

"Se não entender que não tem condições para continuar, não haverá outra solução que não seja a demissão dos órgãos sociais, nomeadamente da maioria dos membros do Conselho Diretivo. Se isso naão acontecer, será preciso o presidente da da MAG marcar uma AG para destituição, algo que seria pavoroso. Espro que as coisas que resolvam. Bruno de Carvalho ama o Sporting e se gosta do clube, para provar que não está agarrado ao lugar, devia pedir a demissão tão breve quanto possível", disse o antigo vice-presidente para as modalidades numa entrevista à RTP3.

Questionado sobre por que motivo saiu no princípio do segundo mandato, Vicente Moura explica que já tinha previsto sair no final do primeiro e falou da relação com Bruno de Carvalho. "É um homem difícil, muito agressivo com as pessoas, muito impulsivo e o senso não será uma das qualidades dele. Fazia com que tivesse atitudes difíceis de aceitar. Comigo respeitou-me sempre. Dizia-lhe para acabar com o Facebook, não ir para o banco nos jogos e ele olhava para mim de forma correta, esboçava um sorriso de troça e dizia 'estamos no tempo do Trump, o senhor não está bem nesta época, a época da informática.' Ainda assim, não me coibia de lhe dar conselhos", recordou, destacando, apesar de tudo, a evolução das modalidades com BdC: "Apoiou-me sempre nas propostas, de introduzir novas modalidades, fazer com que receitas da quotização fossem para as modalidades, o que permitiu um orçamento de 10 milhões."

Alegada corrupção no andebol

'Vice' para as modalidades no primeiro mandato, Vicente Moura voltou a garantir que desconhecia a existência de qualquer esquema de corrupção. "Nunca me passou pela cabeça nem vi indícios. Quando soube da notícia do andebol foi um choque e surpresa total. (...) Custa-me a crer que estas suspeitas sejam verddeiras e tenho réstea de esperança que seja falso, mas cada vez é mais ténue. Acredito em toda a direção do Sporting, acho que foi feito à revelia daquelas pessoas. Se calhar um esquema montado paralelamente às pessoas que lá estavam. Pode ter sido alguém de fora a financiar, não sei..."
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