Rubilio Castillo recorda passagem pelo Tondela: «Regressava a casa a chorar...»

Avançado hondurenho está cedido ao Motagua e lembra tempos difíceis ao serviço dos beirões

• Foto: DR Record

Não é a primeira vez que Rubilio Castillo aborda a sua passagem pelo Tondela, com palavras dirigidas ao próprio treinador Natxo González. Mas desta vez, o avançado hondurenho foi mais contundente nas críticas. Em entrevista ao hondurenho 'Diez', onde até fez manchete do jornal, Castillo lembrou os tempos em que chegava a casa "a chorar e a equipa continuava a treinar".

"Neste momento, o meu passe continua a pertencer ao Tondela. Quando surgiu a hipótese de ir para o Tondela, tratei das malas com a minha família e fomos, com a ilusão de fazer as coisas bem, com a ilusão de disputar os jogos pretendidos. O treinador, desde que fui para lá, meteu-me no jogo da Taça. Bom, digo eu, deu-me o jogo da Taça, realmente eram dois... Então chegou o jogo da Liga e deixou-me no banco e só me meteu cinco minutos. Não voltei a aparecer mais, não sei porquê, as explicações do técnico não sei, eu não o agradava ou pelo simples facto de ser da América Central, não sei... Deu-se esse mal entendido", começou por dizer Rubilio Castillo, prosseguindo.

"Eu cheguei a falar com o treinador, perguntei o que se estava a passar, que tinha de melhorar, que não me sentia bem porque toda a gente estava a jogar e eu era o único que não. Ele não me disse nada, só que a minha oportunidade iria chegar e que ficasse tranquilo. Passou o tempo, não lhe voltei a dizer nada, não me levava na convocatória, não me escolhia nos treinos e não sei porquê, nem quais foram as razões, porque eu tratei de fazer tudo o possível para poder destacar-me. Cheguei como um menino a querer triunfar na Liga portuguesa, mas não foi assim. E houve momentos em que eu chegava a chorar a casa. Havia vezes que eu chegava a casa e a equipa ainda estava a treinar, eu no meu apartamento e o clube treinando bolas paradas. Até chegou a isso, excluiu-me", referiu.

"Como da noite para o dia, eu chegava aos treinos e fazia golos, jogava, assistia, e isso conta num campeonato europeu. Dizia ao Jonathan Rubio 'irmão, eu já não sei o que posso fazer para poder convencer o treinador, não sei se me hei de converter no Messi ou Cristiano Ronaldo'. Dizia-lhe isto a brincar. Nós tínhamos a confiança de partilhar tudo, dava-me ânimo e aconselhava-me. Eu não podia competir quando me excluiam dos treinos. Eu só fazia o aquecimento e o treino não, procurei explicações e nunca me foram dadas", acrescentou Rubilio Castillo, que revelou ter existido a hipótese de reforçar o Nacional da Madeira no mercado de janeiro.

Castillo foi titular frente ao Penafiel, na Taça da Liga, em agosto passado, somou 10 minutos na jornada inaugural da Liga NOS, frente ao V. Setúbal e tornou a jogar mais 17 minutos diante do Feirense, na Taça de Portugal, em outubro.

Por André Gonçalves
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