Ivo Vieira e o jogo com o Arsenal: «Não podemos ir com muita sede ao pote»

Treinador do V. Guimarães diz não querer vitórias morais, mas pontos, e aponta estratégia para jogo da Liga Europa

• Foto: Luís Vieira/Movephoto

O V. Guimarães recebe na quarta-feira o Arsenal, encontro da 4.ª jornada do Grupo F da Liga Europa (15h50), e Ivo Vieira está à espera de um "jogo difícil". Em conferência de imprensa esta terça-feira, o treinador dos vimaranenses sublinhou que a sua equipa tem de ser "muito precisa na abordagem": "Não podemos atacar de forma desequilibrada, não podemos ir com muita sede ao pote e destapar a nossa defesa".  


Acredita numa surpresa? "[Jogo com o Arsenal no Emirates] Levou-nos a pensar que podíamos ter feito outro resultado, mas todos temos de estar conscientes que será um jogo diferente, com mais dificuldades. Não podemos viver à sombra do que fizemos na casa do Arsenal, foram coisas muito boas, mas ficou o sabor amargo do resultado. Amanhã, vamos ter um Arsenal muito mais precavido para o que é o Vitória em termos ofensivos e mesmo na sua organização defensiva. Logicamente que o nosso objetivo é jogar para ganhar, mas a minha expectativa é que seja um jogo mais difícil, também pelo 'élan' que se criou pela expectativa da nossa atuação. Não podemos atacar de forma desequilibrada, não podemos ir com muita sede ao pote e destapar a nossa defesa. Temos de ser muito precisos na abordagem ao jogo. Será um jogo com um grau de dificuldade elevado". 

Factor casa para procurar ganhar: "Faço votos que os adeptos venham e apoiem a equipa, mas sei que não é o melhor horário para quem trabalha. Quem vem e quem não pode vir vai ficar a torcer por nós. O dilema de jogar em casa é querer mais do que o jogo pode dar. Queremos jogar para ganhar, mas temos de ser equilibrados, conscientes, definir bem cada momento do jogo, para não sermos apanhados desprevenidos. Não acho que jogar em casa traga vantagens, como acho que o Arsenal não teve essa vantagem lá. São duas equipas que procuram sempre a baliza do adversário, dão um futebol espectáculo. Ter a nossa massa associativa ao nosso lado é um factor de motivação."

Preocupado com bolas paradas? "É um facto que em nove jogos sofremos golos de bola parada, alguns foram de livre e penálti. Os cantos e livres laterais têm-nos criados problemas, temos trabalhado sobre esse aspecto, mas o espaço não é o mais adequado por esta carga de jogos. Quando tivermos mais tempo de trabalhar de um jogo para o outro vamos focar-nos mais nesse aspecto. Muitas vezes trabalhar muito a bola parada pode ser um trauma, é como com os pontas de lança quando não marcam: o melhor é libertá-los um pouco e não traumatizá-los com mais trabalho de finalização."

Procurar a 1.ª vitória na fase de grupos: "Temos de fazer mais golos que o adversário, ser mais fortes. Evitar livres frontais que possam surgir na entrada da nossa área, porque há executantes de excelente qualidade. Temos de continuar o nosso processo, atacar a baliza do adversário e não permitir os golos consentidos. Não quero vitórias morais, quero pontos, mas é verdade que a equipa fez bons jogos. Não temos os pontos que traduzam o futebol que jogamos. A nossa equipa é muito jovem, está numa fase de crescimento. É com este tipo de jogos que vão crescer e que vamos acrescentar para o futuro do Vitória."

Por Bruno Freitas
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