João Henriques: «Sporting mais forte dos últimos anos? Vamos ver quando acabar o campeonato»

Treinador do Vitória de Guimarães afirma que a sua equipa estará focada em seguir os seus princípios

• Foto: José Gageiro / Movephoto

O Vitória de Guimarães recebe este sábado o Sporting, atual líder do campeonato, em jogo a contar para a 7.ª jornada da Liga NOS. Consciente das dificuldades que a equipa possa enfrentar diante da formação liderada por Rúben Amorim, João Henriques afirma que os minhotos pretendem ser "consistentes durante os 90 minutos".

"Não estamos só preocupados em travar o Sporting. Estamos preocupados com o crescimento do Vitória, e o Vitória em vindo a crescer com pontos. Queremos ser uma equipa mais consistente durante os 90 minutos, é isso que vamos procurar fazer. Se formos uma equipa consistente nos nossos princípios, será mais difícil o Sporting conseguir manter este percurso. Não estamos preocupados em travar o Sporting, mas sim em cimentar o nosso crescimento", começou por dizer o técnico dos vimaranenses, na antevisão ao encontro.

O Vitória já está preparado para ter um bom desempenho nos 90 minutos?

"É nisso que nós acreditamos. Acreditamos que a solidez que estamos à procura terá mais minutos semana após semana. Pretendemos aumentar os 45 minutos, 60 minutos noutros jogos, para os 90 minutos completos porque sabemos que um jogo não é composto por algumas partes. Isto faz parte desta alteração, da mudança de ideias. Houve uma alteração das ideias, há um assimilar dos princípios, existe um hiato de tempo. Por muita vontade que um jogador tenha de se adaptar às nossas exigências, na aprendizagem há uma evolução e retrocessos. Já estamos na quarta semana, os jogadores estão mais identificados e acreditam cada vez mais nas nossas ideias. Nesta altura, já toda a gente acredita no que vamos fazer e isso faz com que possamos ser uma equipa mais sólida."

Emocionalmente, a equipa está pronta para responder à entrada do novo treinador e enfrentar o líder?

"É um aspecto que tem de acompanhar os restantes. Os jogadores têm de perceber que estamos no Vitória e que a exigência é alta. Temos de perceber que depois de um jogo menos conseguido, a equipa tem de responder imediatamente, o que aconteceu depois da derrota com um rival. Falta estabilidade e confiança para acreditar que o colega do lado está a compreender o que eu estou a compreender. Há confiança mútua, alguns jogadores perceberam as ideias primeiro do que outros, isso faz parte da sua maturidade. Alicerçada em vitórias, mais sólida a equipa fica. O Vitória tem sido capaz de ser competitivo e disputar os três pontos em qualquer campo, nunca vou abdicar dessa premissa, seja contra o Sporting ou no jogo a seguir com o Tondela. Temos de sair de cabeça levantada de que fizemos tudo por tudo para somar os três pontos. Essa é uma premissa importante."

O Sporting mais previsível com um modelo de que o Rúben Amorim não abdica?

"Mantendo sempre a mesma estrutura, o 3x4x3, existem dinâmicas e nuances que podem ser exploradas. Há outros treinadores, eu por exemplo, que quando tiver consolidado o trabalho vou adoptar um plano B. Podemos ser um camaleão, ter várias cores, sem fugir à nossa identidade. O Sporting, apesar de ter essa estrutura muito bem consolidada, tem dinâmicas fortes e as individualidades que coloca em campo ajudam a que as dinâmicas sejam distintas. É diferente estar a jogar o João Mário ou o Mateus, por exemplo. Todas as outras equipas sabiam o que nós sabemos, mas perderam, ou empataram, no caso do Porto. Nós vamos tentar ganhar."

Mais dúvidas ou certezas sobre o que pode valer o líder Sporting?

"Não tenho dúvidas nenhumas sobre o trabalho do treinador, algo bem identificado, com ideias bem próprias, como mostrou em dois clubes. Não há duvidas em relação à qualidade do Sporting, tem um colectivo que está a funcionar. Não sabemos que consistência vai ter numa maratona. Nesta parte dos 100 metros estão a ganhar, na maratona ganha quem for mais consistente, quem conseguir manter mais equilíbrios na estrutura. Não podemos fazer futurologia. É o nosso caso. Não sabemos se podemos chegar mais perto dos clubes que estão à nossa frente ou se deixamos que os que estão atrás se aproximem. No caso do Sporting, quando se está muito a olhar para trás pode esquecer-se o que está para a frente. É o que acontece com o Vitória, temos de nos preocupar em quem está à nossa frente. No caso do Sporting, não está ninguém à sua frente. O trajecto do Vitória será sempre esse, de olhar para o lugar que está à nossa frente. Acredito que o Rúben Amorim esteja a pensar jogo a jogo, porque nos últimos dois anos o clube que se sagrou campeão esteve a uma distância grande que acabou por recuperar."

Sporting mais forte dos últimos anos?

"É uma equipa forte, se é a mais forte dos últimos anos vamos ver quando fechar o campeonato. Estas equipas têm altos e baixos ao longo da época."

Avaliação sobre Pedro Gonçalves?

"O Pedro Gonçalves é um jogador como este campeonato tem vários em clubes de outra dimensão. Temos outros clubes que recrutaram jogadores internamento e esses atletas estão a dar cartas. O Pedro Gonçalves é mais um jogador com qualidade, quando as apostas são no enquadramento certo elas são evidenciadas."

Edwards e Rochinha começaram último jogo no banco:

"São boas dores de cabeça porque o Vitória tem jogadores de qualidade. Finalizaram uma jogada que começou num atleta que tem 18 anos, o Noah. Muitas vezes perguntam sobre os jogadores que estão de fora, como Edwards e Rochinha, tem a ver com o plano estratégico. Felizmente temos jogadores com qualidade para se poder trocar e não se notar diferença nenhuma, até pelo contrário, porque estão mais frescos."

Como Ricardo Quaresma viverá o reencontro com o Sporting?

"Com 37 anos, depois de passar por onde passou, acredito que possa ser um jogo especial porque é o clube onde começou a carreira. Mas, tirando isso, é mais um jogo na carreira do Ricardo. Qualquer jogador gosta de um jogo destes, tenha 17 ou 37 anos. Ele está comprometido com o projecto Vitória e tem ajudado os restantes jogadores a crescer. Tem ido um exemplo para todos, um dos bons exemplos a par de jogadores como André André, Mikel e Sacko", concluiu.

Por Bruno Freitas
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