Júlio Mendes: «A nossa equipa B é a que dá mais frutos»

Presidente vitoriano assumiu uma “opção arriscada”, mas que tem alimentado o plantel principal

• Foto: Simão Freitas

Miguel Silva, Paulo Oliveira, Josué, Cafú, João Pedro, Ricardo Pereira, Bernard e Hernâni. Sete jovens, sete exemplos daquilo que tem sido o projeto da equipa B do Vitória, que desde a sua criação, há cinco anos, se tornou numa verdadeira fonte de talento para o plantel principal. Uma aposta que, no início, foi "arriscada", conforme admite Júlio Mendes, mas que com o passar do tempo trouxe excelentes resultados, quer a nível desportivo, quer financeiro.

"A formação é absolutamente estruturante. Quando começámos este projeto tivemos de tomar uma opção arriscada de construir equipa B ou não. Significava mais encargos numa altura difícil do clube. Entendemos que era absolutamente fundamental, para que os jovens tivessem espaço para crescer e chegar à equipa principal", sublinhou o presidente, num colóquio realizado em Serzedelo, acrescentando que o Vitória é o clube que melhor aproveita esse ‘viveiro’: "A nossa equipa B é a que dá mais frutos. Isso também se deve à capacidade dos profissionais que estiveram à frente das várias equipas técnicas. Porque o trabalho está focado na formação e não apenas em ganhar."

Júlio Mendes apelou ainda à importância de os adeptos apoiarem os clubes locais, evitando que as diferenças entre os emblemas se acentuem: "Ainda há dias dizia na FPF que acho cada vez mas importante que se crie uma campanha para que as pessoas apoiem o clube da sua terra. Se não assistimos a este espetáculo, que é ter jogos com 1.000 ou 2.000 pessoas. Isso não potencia o espetáculo, não permite que os clubes cresçam."

Estabilidade essencial para a sucessão

No Vitória há cinco anos, Júlio Mendes assegura que não quer ficar no clube "a vida toda". Para que a sucessão seja equilibrada, faz sentido apostar na formação de dirigentes. "É importantíssimo. Gostava de ser substituído por alguém que pudesse continuar com estabilidade. Quando as pessoas se entusiasmam, fazem as coisas com o coração. O futebol tem uma dimensão tal, que se as pessoas não estiverem preparadas vão estar a aprender e depois as coisas podem correr mal", realçou o presidente, frisando a importância de continuar "a dar passos sustentados".

Por Bruno Freitas e José Miguel Machado
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