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Júlio Vieira de Castro: «O que está em causa é o fim do Vitória tal qual o conhecemos»

Candidato derrotado nas últimas eleições critica intenções da AG de sábado

• Foto: Simão Filho
Os associados do V. Guimarães vão reunir-se este sábado, em Assembleia-Geral extraordinária, para discutir a entrada de investimento na SAD. No entanto, os pontos que estarão em análise não agradam a todos os sócios e Júlio Vieira de Castro, candidato derrotado nas últimas eleições, enviou uma nota às redações a criticar aquilo que considera ser um pedido "demasiado importante para ser tratado com esta leviandade". 

Na opinião do engenheiro, é legitimo os associados desconfiarem das intenções da SAD, sobretudo na parte em que o clube passaria abdicar "do seu direito de veto quanto à nomeação dos Administradores da Sociedade Anónima Desportiva eleitos em Assembleia Geral".

"O que está em causa é o fim do Vitória Sport Clube tal qual o conhecemos e tal qual o herdámos dos nossos avós", sentenciou.

Leia a nota à imprensa na íntegra:

"O processo de auscultação pelos associados quanto à necessidade de alteração dos estatutos da SAD, por forma a permitir que o clube abdique do seu direito de veto quanto à nomeação dos Administradores da Sociedade Anónima Desportiva eleitos em Assembleia Geral, está ferido de morte desde o início.

Esta discussão foi trazida a terreiro de uma forma anormalmente urgente, pouco clara e pouco informada..

A direcção do VSC apresenta esta alteração como inevitável, como condição necessária à captação de novo investimento para a SAD.

Recordo que o Vitória Sport Clube saiu de um período eleitoral.

Em momento algum, no projeto desportivo e financeiro que a direcção eleita apresentou, foi feita referência a esta inevitabilidade de o clube abdicar de um direito que, como se sabe, foi consagrado aquando da constituição da SAD como uma das pedras basilares que asseguraria a posição e interesses do Clube, apesar da sua posição minoritária

O que aqui está em causa é demasiado importante para ser tratado com esta leviandade.

É legitimo aos associados do Vitória Sport Clube desconfiar de quais sejam os reais interesses por detrás desta súbita necessidade de se abdicar desta prerrogativa.

Porque surgiu apenas agora?

Qual é a urgência de ser discutido e votado pelos associados com tal urgência?

O que está em causa é o fim do Vitória Sport Clube tal qual o conhecemos e tal qual o herdámos dos nossos avós.

Não se pode exigir que os associados legitimem esta opção da direcção, sem que lhes seja fornecida toda a informação pertinente, sem que lhes seja permitido avaliar as consequências da mesma, e ponderadamente decidirem, sem terem de o fazer à pressão.

Este é um momento fulcral na história do Vitória Sport Clube.

Os associados devem marcar presença de forma massiva, e devem reafirmar que o Vitória é nosso, e que nunca o entregaremos de mão beijada a interesses externos.

O financiamento é necessário, mas já demostramos que não há apenas um caminho para o obter.

Aliás, disso mesmo são exemplo tantos outros clubes, que disputam patamares acima dos nossos, e que não abdicaram da gestão do seu próprio destino nas respectivas SAD’s.

Tentam-nos apresentar esta opção como inevitável, a única que permitirá obter investimento e alavancar o orçamento para o futebol, mas isso não corresponde à verdade.

Os Vitorianos são inteligentes, e não abrirão mão do seu clube."
Por André Monteiro
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