Luís Castro quer aproveitar "revolta" da sua equipa para pontuar no Funchal

Treinador do V. Guimarães otimista na antevisão do jogo com o Marítimo

• Foto: Simão Filho

O treinador do Vitória de Guimarães, Luís Castro, disse esta quinta-feira que espera uma equipa "consistente", para conseguir um "bom resultado" no reduto do Marítimo, em jogo da sétima jornada da Liga NOS.

Nona classificada, com sete pontos, a turma vimaranense vai jogar no Funchal, no sábado, na sequência de um empate caseiro com o Vitória de Setúbal (1-1), em que sofreu um golo aos 90+2 minutos, mas o técnico realçou que a exibição contra os sadinos foi "mais conseguida do que todas as outras" na época em curso e mostrou-se esperançoso numa equipa capaz de se impor frente aos verde-rubros.

"Temos a esperança que a equipa se comporte de forma consistente, consiga produzir um jogo bom e faça um bom resultado. Vamos com determinação para o Funchal, para conseguirmos impor o nosso jogo e alcançar pontos, se possível à vitória", realçou, na conferência de antevisão ao jogo marcado para as 18 horas de sábado.

O 'timoneiro' acrescentou que a formação vitoriana vai tentar aproveitar a "revolta" causada pelos pontos perdidos nos minutos finais, quer contra o Vitória de Setúbal, quer contra o Portimonense, na quinta ronda (derrota por 3-2), para aparecer motivado frente aos maritimistas, sextos, com 10 pontos, e invictos em casa - duas vitórias e um empate.

"O Marítimo é uma equipa com muita dinâmica nos corredores, para depois servir os espaços no meio, para finalizações da parte deles. É uma equipa que ofensivamente tem dinâmica, que, defensivamente, mostra-se um bloco coeso", observou.

Luís Castro revelou ainda que as alterações na equipa titular para o duelo com os insulares "serão nenhumas ou muito poucas" e explicou que as mudanças realizadas nos sete jogos oficiais já disputados - apresentou sempre 'onzes' diferentes - se deveram à existência "60% de jogadores novos" no plantel, às lesões e ao rendimento aquém do esperado de alguns jogadores.

O técnico reconheceu também que o facto de contar com um plantel extenso à disposição - 30 elementos - pode ter complicado as opções até agora tomadas, já que "é sempre mais confortável trabalhar com um número mais pequeno de jogadores", a nível da "dinâmica de treino".

Apesar da sua equipa estar, neste momento, fora dos lugares que possam garantir os objetivos traçados para esta época - apuramento para a Liga Europa -, Luís Castro realçou que a equipa vai encarar as 28 jornadas que faltam "com determinação e com ambição", num campeonato "exigente", com "resultados menos esperados em todas as jornadas".

O treinador dos vimaranenses disse ainda encarar de "forma natural" a interrupção que se segue à sétima jornada da Liga NOS - a competição regressa no fim de semana de 20 e 21 de outubro, com a Taça de Portugal -, apesar de preferir estar sempre em competição.

"Gostamos sempre de jogar. Se jogarmos a meio da semana, ainda melhor, porque é sinal que estamos nas competições. Quando há competição, sentimos mais energia em cada semana de trabalho. Quando não há, baixa. O nosso trabalho está muito ligado ao próximo jogo", disse.

O Vitória de Guimarães, nono classificado, com sete pontos, defronta o Marítimo, sexto, com 10, às 18 horas de sábado, no Estádio do Marítimo, no Funchal.

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