Pepa e os objetivos no Vitória: «A TV pode estar a preto e branco, mas os adeptos têm de reconhecer a equipa»

Treinador admite sonhar em conquistar títulos e quer criar um grupo que apaixone

Pepa
Pepa • Foto: Lusa

Ambição sem limites é o que tem Pepa para o projeto que agora inicia em Guimarães. A vontade de fazer bem as coisas é grande, até porque sabe tratar-se de "um clube especial e diferente", e talvez por isso, na hora de falar em objetivos para esta época, opte por jogar à defesa e assuma apenas a vontade de criar uma equipa que apaixone. Mas não esconde a sede de conquistas.

"Se puder, quero ganhar tudo no Vitória. Quero títulos, claro que sim. Mas temos de ter noção das coisas e lembrar que numa liga de 18 equipas, podem estar 18 Mourinhos ou 18 Klopps, que dois vão sempre descer", referiu o treinador, em entrevista ao Canal 11, acrescentando que as metas vão ser traçadas dentro do balneário: "A exigência é enorme e, mais do que estabelecer objetivos, terá de ser um compromisso assumido no balneário. Temos de olhar acima de tudo para dentro, para o que podemos fazer, o que controlamos. Esse vai ser o discurso. Há coisas que não preciso que me digam, mesmo que não me peçam vou querer sempre mais e melhor. Não preciso de ter um papel a dizer onde querem ficar. Quero meter tudo e todos orgulhosos do que vamos fazer. Olharem de forma apaixonada para a equipa. Esse é o compromisso. ", frisou, voltando ao tema mais tarde: "Ganhar queremos todos, mas mais do que ganhar quero que os adeptos se identifiquem com a equipa. A televisão até pode estar a preto e branco, mas os adeptos do Vitória têm de olhar e reconhecer a sua equipa. Temos de ter uma identidade muito vincada."

Sobre as responsabilidade inerente a um clube como o Vitória, com adeptos sempre tão exigentes, Pepa só tem coisas boas a dizer. "Não tenho problema nenhum com a responsabilidade. Dois dias antes da apresentação estive na cidade e vi várias pessoas de preto e branco. É algo único. Via e sentia isso quando jogava contra, via os adeptos atrás das balizas e parece que ou punham uma barreira ou sugavam a bola para a baliza. É um ambiente único, mexe, claro que mexe", referiu, completando: "Estamos a falar de um clube, não vale a pena esconder, que é especial. Quem conhece o futebol português e o Vitória, sabe que é especial. É especial e diferente. Sou muito de paixões, sou uma pessoa muito emotiva. É a paixão que nos faz ser resilientes, abnegados. Eu e este clube é a fome com a vontade de comer. Identifico-me muito com aquela cidade e com aquele clube."

Por José Miguel Machado
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