Segurar capitães para passar valores

Guarda-redes já renovou até 2019 e o central está em vias de o fazer até ao fim da próxima época

Moreno e Douglas são essenciais no balneário
• Foto: DR Record

Terminada a azáfama do mercado de janeiro, a SAD do Vitória aponta agora as agulhas para resolver as questões referentes a renovações de contrato. Neste sentido, Douglas foi o primeiro caso a ficar fechado, com o guarda-redes a acertar o prolongamento do seu vínculo até junho de 2019. O ‘cliente’ seguinte será Moreno, que já tem em mãos uma proposta para se manter no Berço mais uma época, ele que, à semelhança do guarda-redes, terminaria contrato no final da presente temporada.

O objetivo dos responsáveis do clube minhoto é claro: segurar duas das principais referências do balneário, jogadores que passaram os últimos anos em Guimarães e que estão perfeitamente identificados com a mística e com os valores do clube. São, portanto, duas peças determinantes para que a mensagem passe para os mais jovens e para os que chegaram recentemente.

Douglas está a cumprir a sétima temporada no Vitória e, se cumprir o contrato agora renovado até 2019, ficará pelo menos nove anos no clube. O guarda-redes é, de resto, o elemento mais antigo do plantel – apenas Moreno, que regressou em 2013, tem mais anos de casa do que o brasileiro. É, por isso, um jogador experiente e importante para o balneário, ainda mais por se tratar de uma espécie de mentor para Miguel Silva, o mais que provável sucessor de Douglas como dono da baliza vitoriana. De recordar que, na temporada passada, Sérgio Conceição optou pelo jovem da formação em detrimento do guardião brasileiro, decisão essa que quase levou Douglas a aceitar uma das várias propostas que teve em mãos nos últimos tempos. Contudo, Pedro Martins devolveu-lhe a titularidade e o guarda-redes respondeu de forma afirmativa, tornando-se num dos principais destaques da campanha positiva que o Vitória está a realizar esta época.

Quanto a Moreno, é fora das quatro linhas que a sua importância é mais visível. O central soma apenas 262 minutos de utilização nesta temporada, distribuídos por um total de sete jogos, mas Pedro Martins raramente abdica dele nas convocatórias. Precisamente por se tratar de um elemento que, na opinião do treinador, é indispensável para a harmonia do balneário vimaranense.

Josué completa  hierarquia

O trio de capitães do Vitória é composto por Douglas, Moreno e Josué, sendo este último aquele que mais vezes atua com a braçadeira. Tudo porque Pedro Martins prefere que o capitão de equipa seja um jogador de campo, impedido assim Douglas de ser o dono da braçadeira. Um impedimento apenas físico, já que o guarda-redes é uma das vozes de comando e um elo de ligação entre a equipa técnica e o grupo de trabalho. Quanto a Moreno, exibiu a braçadeira de capitão em apenas três ocasiões esta época, as vezes em que jogou na condição de titular. Em 2015/16, Cafú, entretanto transferido para o Lorient, foi o capitão de serviço.

Hurtado ficou pelo ginásio

Paolo Hurtado foi poupado do treino de ontem devido a queixas musculares. O criativo peruano ficou-se pelo ginásio e não se sabe ainda se vai estar apto para defrontar o FC Porto. Sem Marega e Hernâni, Hurtado seria o escolhido para atuar numa das alas do ataque, mas este problema muscular veio baralhar as opções.

De resto, destaque para o lateral-direito Sacko, da equipa B, que esteve ontem às ordens de Pedro Martins. No entanto, não é expectável que o maliano integre a lista de eleitos para a receção ao FC Porto, devendo voltar a figurar entre os escolhidos de Vítor Campelos.

Castelo acima dos 20 mil

Os responsáveis do Vitória estão a contar com a quarta assistência acima dos 20 mil espectadores da época com o FC Porto. A venda dos bilhetes está a decorrer a bom ritmo e a expectativa aponta para um número entre os 20 e os 25 mil adeptos nas bancadas do D. Afonso Henriques. O recorde desta época foi registado na receção ao Benfica, com 26.985 espectadores, mais do que com o Sporting (23.104) e do que com o Sp. Braga (20.859).

Os associados que pretendam assistir ao jogo têm apenas de apresentar a quota 2, enquanto aqueles que não forem detentores de lugar anual contam com bilhetes a 4 euros. Para o restante público há ingressos a 15, 20 e 45 euros.

Rafael Martins sabe como se faz

Ainda à procura de se reencontrar com os golos, Rafael Martins tem no seu passado bons exemplos de pontaria afinada contra os chamados três grandes do futebol português. Curiosamente, o ponta-de-lança estreou-se a marcar no V. Setúbal e no Moreirense frente a dois clubes do ‘top 3’ nacional.

Em 2013/14, Rafael Martins marcou logo no primeiro jogo que disputou pelos sadinos, numa derrota por 3-1 diante do... FC Porto. Já pelo Moreirense, em 2015/16, o brasileiro estreou-se em pleno Estádio da Luz e acabou por marcar um dos golos dos cónegos, que foram derrotados por 3-2 pelo Benfica.

Além destes dois tentos, Rafael Martins marcou em mais três ocasiões diante dos grandes do futebol português (dois ao Sporting e um ao Benfica), não conquistando, porém, qualquer triunfo diante dos mesmos. O melhor que conseguiu foi ao serviço do V. Setúbal, com dois empates frente aos rivais de Lisboa.

Em Guimarães, o dianteiro ficou em branco nos dois jogos em que foi utilizado e espera responder de outra forma no duelo de amanhã, frente ao FC Porto. Ao que tudo indica, terá Hurtado e Raphinha como parceiros na frente da ataque, já que Marega e Hernâni estão impedidos de jogar.

Por José Miguel Machado
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