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V. Guimarães-Benfica, 1-1: Bem-vindo ao futebol português mr. Koeman

JÁ TEVE UMA AMOSTRA DO QUE O ESPERA EM MUITOS JOGOS DA SUPERLIGA

Imagino o que deve ter passado pela cabeça de Koeman, um discípulo da escola holandesa, durante a 1.ª parte do jogo de ontem, ao assistir a um jogo de “râguebol”, qualquer coisa entre o râguebi e o futebol, no qual se cometeram – vejam bem! – 31 faltas!!! Só na 1.ª parte... 20 só à conta do Vitória, que foi o principal responsável pelo antifutebol a que se assistiu nesse período, quer pelo seu posicionamento em campo quer pelo recurso sistemático à falta não devidamente reprimido pelo árbitro.

O Benfica ainda tentou tomar a iniciativa e pegar no jogo, mas é difícil, para não dizer impossível, uma equipa contrariar essa postura do adversário e não se deixar contagiar.

O número de paragens de jogo na 1.ª parte foi surreal – até por esse prisma teve muito a ver com um jogo de râguebi. Quando o jogo é interrompido 31 vezes, com tudo o que isso implica em termos de quebras de ritmo, não se pode jogar futebol. No total foram 55 faltas (34 da responsabilidade do Vitória), intolerável num jogo “a doer”, quanto mais num amigável! É caso para dizer: seja bem-vindo ao futebol português, mr. Koeman...

Coitado do “Zidane”

Um cheirinho de futebol só se pôde ver na 2.ª parte, graças ao golo de Beto, aos 51’, na sequência de um livre. A perder, o Vitória, finalmente, abandonou o “castelo”, resolveu soltar-se e sair a jogar com a bola dominada. O que nunca fizera até aí – coitado do Benachour, o “Zidane da Tunísia”, que tem bons pés, mas viu a bola sobrevoá-lo durante toda a 1.ª parte...

O Benfica teve, até à expulsão de Manuel Fernandes, a iniciativa e o controlo do jogo, mas nunca conseguiu libertar-se do “espartilho” em que o Vitória o colocou e ser contundente no último terço do campo, por escassez de movimentos de ruptura dos seus avançados e não entrada do último passe. A reacção do Vitória ao golo e a expulsão de Manuel Fernandes – notória e compreensível falta de ritmo e notória e menos compreensível falta de autodomínio, ao ver dois amarelos no espaço de cinco minutos – acabaram por abrir o jogo e permitir algum ascendente dos minhotos na derradeira meia hora.

No entanto, Koeman reequilibrou a equipa com a saída de Nuno Gomes e a entrada de Alex, subindo João Pereira para o meio-campo.
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