V. Guimarães diz que pedido de insolvência não apresenta "qualquer fundamentação"

Dívida de 30 mil euros leva empresa de Deco a requerer insolvência da SAD dos vimaranenses

• Foto: José Gageiro / Movephoto

A empresa D20 Sports, do ex-futebolista Deco, pediu a insolvência da SAD do Vitória de Guimarães, da Liga NOS, informou esta sexta-feira o portal Citius, do Ministério da Justiça.

O antigo médio de FC Porto, Barcelona e Chelsea requereu a insolvência no Juízo do Comércio de Guimarães, num processo que envolve 30 mil euros, depois de, em 25 de novembro, ter exigido à SAD vimaranense o pagamento de 1,1 milhões de euros, segundo uma ação interposta no Juízo de Execução de Guimarães.

A empresa D20 Sports agencia ex-futebolistas vitorianos como o central Tapsoba, que rumou aos alemães do Bayer Leverkusen por 18 milhões de euros, na maior venda da história dos minhotos, e o extremo Raphinha, vendido ao Sporting por 6,5 milhões de euros e hoje nos ingleses do Leeds United, contratados pela anterior administração da SAD, liderada por Júlio Mendes.

Deco é, aliás, testemunha de Júlio Mendes e de Armando Marques no processo em que os ex-administradores da SAD exigem 2,7 milhões de euros a Mário Ferreira, principal acionista da sociedade até de 30 de novembro, quando o Vitória pagou a primeira tranche do acordo de 6,5 milhões de euros para obter a maioria da SAD.

Apesar de não ter sido ainda "judicialmente citada" e de não ter, assim, o "conhecimento dos respetivos fundamentos" do pedido de insolvência da D20 Sports, a SAD do Vitória de Guimarães tomou, em comunicado, uma "posição de repúdio face ao expediente utilizado pela referida empresa" e rejeitou "de forma cabal qualquer cenário" de insolvência.

A nota publicada no site oficial dos vimaranenses refere ainda que a SAD "aguardará tranquilamente pelo desenvolvimento processual do aludido pedido para deduzir a sua oposição", admitindo a "hipótese de reagir civil e criminalmente contra a requerente", na "defesa intransigente dos seus interesses reputacionais".

O V. Guimarães sugere ainda que o pedido de insolvência não apresenta "qualquer fundamentação" e "visa apenas fins estratégicos que no devido tempo se tornarão claros".

Por Lusa

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