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V. Guimarães-Naval, 0-2: Fogareiro foi pelo ar

BRUNO FOGAÇA COM UM GOLAÇO DEIXOU VITORIANOS NOS ARAMES

Quando Jaime Pacheco tirou o casaco como que a pedir uma equipa de mangas arregaçadas, Manuel Cajuda sorria. A Naval já estava a ganhar e ameaçava com todas as letras protagonizar a surpresa da ronda inaugural. E depois, quando Lito sentenciou o triunfo após se isolar, Pacheco desesperou e Cajuda contornou o banco de suplentes a olhar para o painel electrónico. O 2-0 não era nenhum sonho para o treinador, mas os figueirenses tinham razão para festejar com esplendor. Estavam prestes a conseguir a primeira conquista do campeonato, num estádio a ferver com mais de 12 mil espectadores nervosos com uma derrota que não estava nos planos para quem alimentou enormes expectativas. E para o Vitória nada mais havia a fazer, de nada lhe valendo pressionar, atacar, rematar e falhar.

Contra oito...

É um facto indesmentível que o Vitória terminou claramente por cima, mas não é menos verdade que só foi assim porque o adversário acabou reduzido a oito unidades. Nu e cru, é assim mesmo. O equilíbrio foi a nota dominante dos primeiros minutos que se seguiram ao intervalo, muito embora o Vitória conseguisse chegar com mais facilidade à área contrária. O pior foi criar oportunidades e atirar à baliza, na medida que só o conseguiu, sem perigo, através de quatro livres directos. Rivas já estava em campo e dotou a equipa de alguma qualidade de passe, pois Moreno – ainda não recuperou a 100 por cento de uma lesão – ficara no balneário. Flávio Meireles manteve-se como "trinco" fixo, Neca auxiliava-o a defender e atacar. A fórmula funcionou razoavelmente, mas a equipa perdeu agressividade. Por aí, se pode considerar um tiro no pé a opção, sendo certo que não haveria melhor solução em matéria de criatividade para o meio-campo.

Obrigado

Agradeceu um Cajuda que nunca se sentiu tentado a alterar um miolo onde Glauber e Gilmar foram enormes a servir de tampão a um quarteto defensivo completamente novo e que precisava de solidariedade. Mais, Bessa era o único com experiência de Liga, Fernando e João Paulo vieram do Brasil, China estava no Maia. E se a defesa se portou bem, pese algumas falhas, o ataque do Vitória comprometeu. Saganowski foi quem alimentou a esperança de um golo, mas somente no primeiro tempo onde conseguiu desferir quatro remates. No segundo, nem um! Houve realmente quem disparasse, mas os grandes remates foram escassos. Neca aos 66' foi objectivo, tal como Dragóner (89') num cabeceamento com selo de golo que resultou em canto após uma defesa atenta de Taborda.

A Naval, com três unidades a menos, defendia como podia e o Vitória percebeu que só colocando a bola na área podia pensar em golo. Não foi possível. Até porque não teve nenhum elemento particularmente inspirado, Saganowski, Manoel e Clayton apagaram-se e Targino entrou sem a chama que já deu resultados. Aquela que levou Bruno Fogaça a um remate portentoso que Nilson não conseguiu segurar. Um momento de inspiração ao alcance de poucos, que eleva a estreia a um patamar bem elevado.

Árbitro

Artur Soares Dias (3). Boa arbitragem. As três expulsões podem indiciar um jogo violento, mas é mentira. Só uma (Fernando) resulta de uma segunda falta, as restantes foram por desavenças (China) e excesso (Lito) nos festejos do segundo golo.
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