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Benfica - V. Setúbal, 1-0: Uma vitória nada super

NUNO GOMES BEM MERECEU O GOLO

Tantas vezes criticado pelo seu desempenho, Nuno Gomes foi ontem o homem da Supertaça. O pouco que o Benfica teve de bom levou sempre a assinatura do avançado, nomeadamente um excelente remate de cabeça, ainda antes da meia-hora, que obrigou Moretto à defesa da noite, e depois o lance do golo, em que Nuno iniciou a jogada (tirando partido de uma entrada em falta de Geovanni sobre Ricardo Chaves...) e acabou por concluí-la, com um remate forte e colocado.

Pelo meio mostrou-se sempre esforçado – em contraste com alguma apatia estranhamente generalizada – e por três vezes procurou fazer brilhar os companheiros. Em vão.

Todos os outros registos que se possam fazer sobre esta Supertaça, que marcou oficialmente o começo da época 2005/06, pecam por negativos. Ou, então, por generosos.

Koeman e Norton de Matos têm muito trabalho pela frente e como o tempo escasseia não se esperem, no imediato, grandes façanhas. A menos que a bonita moldura do Estádio Algarve tenha distraído as equipas e contribuído para uma noite-não.

À defesa

Aos dois novos elementos na equipa do Benfica (Anderson e Beto) respondeu o Vitória com uma mão cheia. Naturalmente, face à sangria verificada, os automatismos deixam a desejar.

Acresce que Norton optou por uma toada bastante defensiva, em que o 4x3x3 “de origem” se transformava num 4x5x1 quando a equipa defendia. Na primeira parte os sadinos apenas criaram perigo ao minuto 45, quando Dembelé tentou isolar Lacombe e teve de ser Moreira a conjurar o perigo.

As alterações operadas não serviram para mostrar a outra face do Vitória, muito embora os remates de Debemlé e Fábio, ambos de cabeça, tivessem errado o alvo por pouco. Sougou mostrou pormenores e será por certo uma mais-valia quando não estiver tão preso a marcações individuais ou mesmo à zona, como ontem sucedeu.

Pouquinho

Embora mais consistente, o futebol benfiquista não pode ter agradado a Koeman ou mesmo aos indefectíveis adeptos do clube da águia. Manuel Fernandes tarda em apanhar o ritmo, Beto desceu imensos furos em relação à bitola dos jogos anteriores e teve de ser Petit a arcar com todas as responsabilidades do meio-campo. Ainda por cima, sem ajudas no que concerne aos desequilíbrios, uma vez que tanto Simão como Geovanni raramente levaram a melhor no 1x1.

O treinador holandês sabe bem do que precisa, mas enquanto não tem o nº10 que pretende talvez não seja má ideia insistir em Nuno Assis. Ou mesmo em Karyaka. O trio de ontem do “miolo” dificilmente fará a diferença em termos ofensivos.

Koeman deu a titularidade a Moreira e optou por Ricardo Rocha à esquerda da defesa. O tempo das experiências está a acabar. Mas se a defesa mostra coesão já o mesmo, repita-se, não se verifica no resto do onze. Muitas das pechas estão identificadas e duram desde a época passada. Ou seja, das duas uma: ou vêm mesmo reforços de nível ou então Koeman tem de procurar fazer milagres. Perguntar a Trap? Não resulta todas as temporadas...

Árbitro

Olegário Benquerença (2). O árbitro de Leiria volta a ficar ligado a um jogo do Benfica, desta feita com eventuais razões de queixa a pertencerem ao Vitória. No lance do golo, os encarnados ganham a posse da bola graças a uma falta de Geovanni sobre Ricardo Chaves, ainda no meio-campo benfiquista. No resto, o jogo não conheceu lances muito complicados de ajuizar.
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