Nuno Pinto: «Não quero ser inspiração, mas sim um alerta»

Lateral sadino agradeceu o apoio recebido e deixou um apelo

• Foto: Peter Spark / Movephoto 

Depois da tempestade, vem a bonança. Nuno Pinto foi diagnosticado com um linfoma que o obrigou a interromper a carreira futebolística em meados de dezembro, mas, cerca de três meses depois, fez o futebol português respirar de alívio, ao anunciar que o problema havia desaparecido.

Agora, numa altura em que a recuperação total está cada vez mais próxima, o lateral-esquerdo deixou um desejo para o futuro, falando do sonho que mais quer cumprir neste momento.

"Os meus sonhos já foram concretizados. Uns mais do que outros. O meu sonho neste momento é voltar aos relvados e espero que consiga fazê-lo", confessou, à margem da gala do jornal O Gaiense, que planeou homenageá-lo esta terça-feira nessa mesma cerimónia.

O jogador sadino rejeitou a ideia de poder servir de inspiração e referiu que prefere ser visto como um alerta para todos.

"Podemos controlar quase tudo menos a saúde. Infelizmente aconteceu um problema comigo, mas graças a Deus correu sempre tudo bem. Quero alertar as pessoas para terem sempre alguns cuidados, fazerem análises, porque felizmente comigo aconteceu no início, é sempre mais fácil de tratar, mas casos avançados são mais complicados. Alerto as pessoas para fazerem exames, para, caso alguma coisa de mal acontecer, seja detetado no início. Sinto que posso criar o alerta para as pessoas e para os mais jovens. O normal é um jogador de futebol ter saúde, nada poder acontecer, mas não é bem assim. Fiz análises, nada foi detetado, mas aconteceu o que aconteceu. Não quero ser inspiração para ninguém, apenas um alerta", sublinhou o defesa sadino, que não ficou indiferente à vaga solidária que se gerou em torno da sua situação.

"Quero agradecer a todos os clubes, não só portugueses, mas estrangeiros. E às pessoas que me ligaram. Não foi por uma situação boa, mas foi bom. É sinal que as pessoas gostam de mim. É sinal que o país se solidarizou por uma causa e fiquei sensibilizado", concluiu.

Pouco depois, já no palco, onde ofereceu uma camisola do V. Setúbal ao diretor do jornal O Gaiense, Filipe Bastos, Nuno Pinto enalteceu o papel da sua mulher em todo este processo. "Se calhar é mais guerreira que eu, nunca me deixou cair. Agarro-me a ela e aos meus filhos, tenho 3. É pensar em coisas positivas. O que me incomodou mais não era a doença porque há tratamentos para isso, era nao poder fazer o que mais gosto, treinar e jogar. Já faltou mais, já vou a meio, falta agora a outra metade."

Por André Gonçalves e António Mendes
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