BC Branco: Há um infiltrado chamado Setúbal

Jorge Gonçalves, diretor dos albicastrenses, jogou nos sadinos e inaugurou o Bonfim, em 1962

• Foto: DR Record

Há um diretor do Benfica e Castelo Branco que foi figurante humano nas siglas do Vitória de Setúbal na inauguração do Estádio do Bonfim, em 1962. Falamos de Jorge Gonçalves, que foi um dos elementos que compunham o V de VFC desenhado no relvado. Vivia a 50 metros do berço vitoriano, o Campo dos Arcos. Foi aí que começou a paixão pelo clube que no domingo, dia em que joga em Castelo Branco, completa 106 anos.

Jogou nos iniciados do Vitória com nomes como Vítor Baptista, Tomé, Rebelo ou José Mendes. O treinador era Emídio Graça, o irmão mais velho do saudoso Jaime Graça. Podia ter feito carreira, mas o dinheiro, o trabalho e a necessidade sobrepuseram-se. "Treinávamos às 7h30 da manhã já no campo anexo ao Bonfim. A serralharia abria às 8 e era uma coisa ou outra. Tive de ir trabalhar", recorda Jorge Gonçalves, de 68 anos, conhecido pelo Setúbal. Uma alcunha que ficou desde que assentou praça na cidade albicastrense. Corria o ano de 1968. Por aqui fez vida, constituiu família, jogou, treinou e arbitrou. Um homem dos sete ofícios.

Integra a estrutura diretiva dos encarnados da Beira Baixa, um homem de confiança do presidente, António Machado. Tem o Vitória no coração, mas não tem dúvidas. "Sou setubalense, mas tenho tudo em Castelo Branco. Quero que ganhe o Benfica!", garante, acrescentando: "Se o Trofense lhes fez a vida negra, e só perdeu nos penáltis, o Castelo Branco pode eliminá-los. Se vierem à vontade, irão dar-se mal."

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