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Benfica-Oriental, 3-1: Uma estranha alergia a saber mandar no jogo

BENFICA VENCE FÁCIL MAS SEM MOSTRAR REAL DIFERENÇA DE VALORES

Benfica-Oriental, 3-1: Uma estranha alergia a saber mandar no jogo
Benfica-Oriental, 3-1: Uma estranha alergia a saber mandar no jogo • Foto: Miguel Barreira
Um Benfica de segunda escolha seguiu ontem em frente na Taça de Portugal sem grandes dificuldades mas também sem deslumbrar. O 3-1 sobre o Oriental que ficará para a história foi obtido inteiramente pelas primeiras figuras que Trapattoni lançou e não pelas segundas linhas, a quem deu uma oportunidade para se mostrarem.

Aliás, este Benfica exibiu mesmo uma estranha alergia para saber mandar no jogo. Os visitantes foram sempre atrevidos e não fosse a exibição conseguida da defesa encarnada e os dissabores poderiam ser maiores. Atenção, não que a passagem da eliminatória tenha estado em dúvida, mas a verdade é que o Benfica nunca soube agarrar o jogo. Nem na primeira parte, em 4x4x2, nem na segunda, num 4x2x3x1 mais habitual e também mais dinâmico, mas ainda assim aquém das responsabilidades de quem lidera a SuperLiga. Mesmo contra a equipa de Marvila, o Benfica jogou muito em reacção e não sempre como protagonista.

Velha Raposa

Trap percebeu isto no final dos primeiros 45 minutos e fez sair Nuno Gomes. Lançou Miguel, que trouxe mais velocidade e certeza de passe. O lance do terceiro golo diz tudo. Sokota apenas teve de encostar após uma das muitas vezes em que o veloz extremo ganhou a linha de fundo.

O Oriental fez tudo o que podia para dificultar a vitória do Benfica. Tentou ser certinho a defender e nunca baixou os braços, partindo para o contra-ataque sempre que possível.

Mereceu o golo de honra e ainda podia ter chegado mais longe. Mas as diferenças físicas e de talento foram notórias. Curiosamente, ao contrário dos da casa, sempre a jogar para a frente.

Mais um

Boa notícia para Trapattoni é o facto de Sokota estar cheio de vontade de marcar. Com Karadas e Nuno Gomes... eis uma dor de cabeça positiva para o italiano. No plano oposto, a mediocridade de valores como Bruno Aguiar, Paulo Almeida ou Everson, que ontem ainda tentaram disfarçar as suas insuficiências, mas estão a milhas dos titulares utilizados na SuperLiga. Percebe-se o facto de o técnico escolher quase sempre os mesmos.

Pedro Proença escusava de ter sido tão caseirinho. O Oriental não merecia. Ficam algumas dúvidas em relação à posição de Geovanni no segundo golo, mas o auxiliar estava bem colocado.
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