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Benfica-Sporting, 3-3 (7-6 pen): São jogos assim que fazem a magia do derby

ELECTRIZANTE! MEMORÁVEL! FELIZ BENFICA NO CRUEL DESTINO DO LEÃO

O Benfica é o único grande que está na Taça ao eliminar o Sporting nos “penalties” (7-6) no final de um jogo simplesmente... FANTÁSTICO!
Benfica-Sporting, 3-3 (7-6 pen): São jogos assim que fazem a magia do derby • Foto: Paulo César
O turbilhão de emoções vividas no Benfica-Sporting de ontem não permite que se faça, ainda a quente, uma análise fria dos acontecimentos.

O derby da Luz teve demasiadas “nuances” que vão por certo merecer discussão mais longa e detalhada. E merece que assim seja porque foi um jogo fabuloso e inesquecível e, por isso mesmo, dificilmente será arquivado no imediato pelos 60 mil que o viveram ao vivo na Luz e todos aqueles que o seguiram à distância pela TV.

O derby é eterno porque tem jogos assim. O de ontem, que ditou o apuramento do Benfica da forma mais feliz e o afastamento do Sporting pelo modo mais cruel, vai ficar na história dos jogos mais excitantes entre os rivais de Lisboa. E não só.

Há leão

Trapattoni armou um onze igual àquele que jogou (e perdeu) em Alvalade. Peseiro optou também pela mesma ideia do derby anterior.

Com poucos rostos novos, mas com os mesmos pressupostos, o jogo acabou por dar naquilo que tinha sido o encontro anterior. Com uma “ligeira” diferença. É que o Benfica entrou no jogo a ganhar.

O golo de Simão não mudou, porém, o estado das coisas. O Sporting assumiu o jogo e na virtude de saber controlar e circular a bola conquistou o domínio total dos acontecimentos.
O Benfica quis guardar a vantagem, mas o balanço leonino era demasiado forte e em três minutos virou o jogo. Com classe e justiça.

A vez da águia

À meia hora, Rocha lesiona-se e Custódio segue-lhe o caminho. O Sporting perde ordem no meio-campo e o facto de a substituição ter demorado permite ao Benfica, estimulado por um “estoiro” de Geovanni que Tiago deteve, “cair” sobre o leão.
A águia finalmente entrava em cena e daí ao intervalo é ela quem finalmente manda no jogo, embora as ocasiões de golo continuassem a saltar de uma baliza para a outra a um ritmo verdadeiramente alucinante.

Novas tendências

O segundo tempo arranca com o Benfica ainda entusiasmado e inspirado. Sobe no terreno, ocupa melhor os espaços, tapa as saídas do leão e joga muito próximo da área de Tiago.

Aos poucos, porém, foi perdendo gás. E à medida que se fechavam melhor os caminhos no meio-campo leonino, Viana rasgava horizontes para que Liedson e Sá Pinto voltassem a dar esperança ao verde.

Gradualmente, invertia-se de novo a tendência do jogo com o Sporting claramente a crescer.

Louco!

No entanto, ninguém tinha descanso. Melhor prova disso foi o que se passou entre o minuto 59 e 60. Esteve o golo à vista na baliza de Quim (”bomba” de Roca e desvio de Sá Pinto) e de Tiago (remates de Geovanni e Nuno Gomes) fazendo com que a Luz se tornasse num vulcão de emoções a aconselhar uma consulta no cardiologista.

Alto risco

As duas equipas passaram a jogar no limite do risco, num ritmo alucinante e uma tentação pelo ataque que naturalmente tornava mais difícil a recuperação das posições defensivas.

O jogo caminha para o seu final e entra rapidamente no prolongamento com Trapattoni a apostar num jogo mais flanqueado (Dos Santos avança e Carlitos entra) e Peseiro a manter a estrutura, vendo-se porém na necessidade de trocar Rogério por Miguel Garcia.

Cruel destino

Chega então a vez de o árbitro entrar em cena. Viana e João Pereira disputam um lance e ficam no chão. O benfiquista esperneia e queixa-se de agressão. António Costa nada viu mas foi célere na expulsão do sportinguista. Aos 56’ tinha sido condescendente para Bruno Aguiar quando este travou Liedson com uma entrada, por trás, às pernas do sportinguista que arrancava isolado para a baliza.

À Maradona

Foi errada e cruel a decisão do juiz setubalense, mas o leão não vacilou. Pelo contrário. Depois do primeiro embate, recuperou a sua posição no jogo e ganhou mais presença em campo mesmo só com 10.

Até que acontece o momento mágico de Paíto, um dos melhores golos do ano, se não da década. Resolvido? Nem pensar. Simão fez o empate (Tiago mal batido) e atirou o jogo para os “penalties”. Aí, o derby há muito que tinha sido ganho. O apuramento era uma mera formalidade. Foi mais feliz o Benfica. Não podiam passar os dois...

ÁRBITRO

António Costa (0)

Muitos erros num jogo em que ainda por cima contou com o “fair play” dos jogadores. As faltas de Enakarhire e Polga que originaram os livres do 1-0 e do 2-2 não existiram; Liedson estava fora-de-jogo no lance do 1-2 (embora aqui seja admissível o erro); não teve coragem para expulsar Bruno Aguiar; foi no teatro de João Pereira e expulsou mal Hugo Viana; esqueceu-se de um cartão (no mínimo amarelo) a Garcia. Assim...
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