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Benfica-V. Guimarães, 0-1: Lento acordar do sonho

ENCARNADOS DIZEM ADEUS AO CAMPEONATO E À TAÇA DE PORTUGAL NA SEMANA PÓS-ANFIELD

Em três dias os campeões nacionais queimaram duas das três frentes: Liga e Taça. Ontem, foram derrotados por um golo assistido por... cotovelo
Benfica-V. Guimarães, 0-1: Lento acordar do sonho • Foto: Vitor Chi
Ronald Koeman ainda deve estar a beliscar-se para acordar do sonho em que adormeceu após a epopeia europeia em Anfield. Na semana que se seguiu à glória na Champions – a eliminação do campeão europeu, em casa deste – o Benfica parece andar ainda nas nuvens. Ontem, disse adeus à Taça de Portugal, apenas três dias decorridos do empate, também na Luz, ante a Naval, que comprometeu quase irremediavelmente a revalidação do título.

Pelo meio duas arbitragens com alguns reparos – no domingo, frente à Naval, ficou um penálti por assinalar; agora foi Jorge Sousa a validar um golo de Dário, assistido pelo cotovelo de Flávio, que haveria de sentenciar a eliminatória. O que é certo é que duas das três frentes foram-se num ápice e Koeman começa a converter-se no “Peseiro da Luz”. Quer na sorte como falha os objectivos, quer nos assobios dos adeptos que ontem renderam um enorme aplauso quando Mantorras (o tal que já não contava para o Totobola) saiu para o aquecimento no início do segundo tempo.

Havia de ser engraçado se fosse o angolano a safar o treinador da eliminação na Taça. Mas o destino não quis ser tão madrasto para o holandês e ainda lhe deu mais duas hipóteses: Petit e Robert. Do primeiro, que se estranha a sua ausência no onze inicial, basta dizer que foi o único que conseguiu trazer algum esclarecimento a um meio-campo que não conseguia pautar a iniciativa no jogo; do segundo, uma das apostas de Inverno do técnico, pouco (ou nada) se viu.

O carrasco Pontes

No plano praticamente inverso ao de Koeman, Vítor Pontes continua a viver um momento de ouro no Vitória e reforça a sua condição de carrasco do Benfica, contra o qual nunca perdeu (quatro vitórias e três empates). Mais significativo, o V. Guimarães já vai em oito jogos consecutivos sem perder (a última derrota foi no dérbi minhoto, a 29 de Janeiro) e nesta série já conta dois triunfos sobre os... campeões nacionais.

De resto, a exibição de ontem até nem foi a mais conseguida dos vimaranenses, nos três jogos com as águias esta época, mas Pontes soube explorar as fraquezas do adversário: três homens na frente e um meio-campo bem preenchido, com Paíto e Flávio a darem uma ajuda a Neca e Otacílio. O resto foi a sorte do jogo... e a “cegueira” da equipa de arbitragem que se estendeu também à forma absurda como expulsou Cléber (vítima do teatro de Petit), aos 68’.

Sem Simão

Sem poder contar com Simão praticamente à última da hora (ficou, inclusive, uma cadeira vaga no banco de suplentes), Koeman lançou Karagounis para o miolo, apostando num 4x3x3, com o ataque entregue a Nuno Gomes, Geovanni e Manduca (nas alas). E foram precisamente os extremos, os primeiros a reagir ao golo vimaranense, começando a fazer brilhar o guarda-redes Nilson (excelente parada a remate de Manduca, 38’, após centro de Geovanni).

No segundo tempo, só com a entrada de Petit, o Benfica passou a dominar o meio-campo, mas nem a jogarem contra 10, os encarnados conseguiram o golo que lhes permitiria pelo menos o prolongamento. Muita precipitação dos homens da casa, que por volta da meia hora já insistiam nos centros para a bem povoada área vimaranense (Pontes havia lançado Dragóner no jogo), mas também pela noite inspirada de Nilson.

Agora sobra a Liga dos Campeões e o... Barcelona.

Árbitro

Jorge Sousa (1). Refugiou-se no apito; não viu a assistência de cotovelo de Flávio para o golo; expulsou mal Cléber; e só deu cinco minutos de descontos.
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