Bruno Saraiva: «Faremos os possíveis para que daqui a 10 anos falem de nós»

Treinador do Olhanense reconhece favoritismo do Benfica mas alimenta esperança

• Foto: Nuno Alfarrobinha

O treinador do Olhanense, Bruno Saraiva, reconhece que o jogo da Taça de Portugal frente ao Benfica, marcado para o próximo sábado, no Estádio Algarve, "apresenta um grau de dificuldade superior ao normal e as nossas probabilidades de êxito serão menores mas não assinamos derrotas em nenhum jogo, seja ele qual for, sem o disputarmos."

Saraiva adota uma postura "realista" e sabe que terá pela frente "um dos grandes do futebol português e estas equipas, nas competições internas, por norma perdem dois ou três jogos por época no seu campeonato e, contra conjuntos da nossa dimensão, perdem um jogo em cada cem".

A constatação das reduzidas probabilidades de êxito não retira confiança ao treinador do Olhanense: "Vamos tentar fazer os possíveis, para que daqui a dez anos falem de nós e deste jogo. Sabemos que não será nada fácil seguir em frente mas também não é impossível. Por vezes acontece uma surpresa e quem sabe se não será nesta partida?"

A semana, garante Bruno Saraiva, "foi perfeitamente normal". "O jogo com o Benfica já por si tem uma grande carga emotiva e se tivéssemos alterado o nosso processo de treino estaríamos a aumentar essa carga. Não quisemos que isso sucedesse e posso até dizer que é bem mais fácil preparar o jogo com o Benfica que contra os nossos adversários no Campeonato de Portugal."

Porquê? O treinador do Olhanense explica: "Muitas vezes, sobretudo na fase inicial da época, temos algum desconhecimento do processo de jogo dos adversários e os vídeos dos seus jogos chegam-nos tardiamente. É bem mais fácil estarmos identificados com o processo do Benfica. Mas uma coisa é sabermos como jogam e outra, bem mais complicada, é termos a capacidade necessária para criar obstáculos a esse processo..."

Bruno Saraiva não alinha nas teses que apontam para uma crise nos encarnados: "É óbvio que vivem uma fase menos boa, com resultados aquém do que os seus responsáveis esperariam e exibições menos conseguidas mas daí a falar-se em crise vai algum exagero... Estamos a falar de uma equipa com uma qualidade individual muito acima da média e mesmo se quisermos considerar que o Benfica apresentará uma equipa formada por uma suposta segunda linha a qualidade continuará a ser grande e espera-nos uma tarefa muito díficil."

O treinador dos rubronegros voltou a abordar a mudança do local do jogo, do Estádio José Arcanjo para o Estádio Algarve: "Para todos nós, equipa técnica e jogadores, seria preferível jogarmos no nosso campo, onde trabalhamos todos os dias e tomamos o pequeno-almoço. Porém, existem normas, regras e condicionantes que vão além do que é o trabalho dos jogadores e dos treinadores. Falo da relva, das bancadas, da capacidade do recinto para albergar jogos de alto risco, de questões relacionadas com a segurança... e não havia tempo útil para dar resposta adequada a essas exigências. A partir do momento em que ficou decidido que o jogo não poderia disputar-se aqui o assunto, para nós, ficou encerrado."

No Estádio Algarve "iremos representar o melhor possível o Olhanense e a cidade de Olhão e honrar a nossa condição de profissionais. Espero e desejo - e não aceitarei que seja de outra forma - que os adeptos estejam presentes, puxando pelo Olhanense."

Por José Manuel Martins
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