Caldas: População ajudou a concluir as obras

A chuva retardou os acabamentos. Os caldenses uniram-se e o recinto ficou pronto

• Foto: Carlos Barroso

A chuva que caiu nas semanas que antecederam o encontro de hoje, entre Caldas e Aves, causou atrasos na realização de parte das obras no Campo da Mata. Só a ajuda de quase uma centena de pessoas permitiu que o palco estivesse totalmente pronto a tempo das meias-finais da Taça de Portugal.

Jorge Reis, presidente do Caldas, adiantou a Record que o objetivo era ter tudo pronto uma semana antes do jogo, mas a chuva não deixou que os trabalhos de pintura, marcação e numeração dos lugares nas bancadas decorressem conforme previsto.

Desde domingo, quando o clima deu uma trégua, foram muitas as pessoas que quiseram dar o seu contributo para que o palco ficasse a postos. "Houve uma conjugação de esforços muito grande entre muitas pessoas, inclusivamente algumas que nada têm a ver com o clube, que se ajudaram de forma graciosa para que tudo estivesse pronto a tempo", comentou.

O líder alvinegro não tem dúvidas de que o Campo da Mata vai estar "vestido de gala" para um dos jogos mais importantes da história do clube, "cheio de adeptos do Caldas que vão proporcionar um apoio inesquecível a este grupo de atletas e treinadores que são fantásticos".

Nas ruas

Também o treinador José Vala valoriza o envolvimento dos adeptos na motivação dos jogadores. "As emoções já tomaram conta de nós. Deveremos ter muita gente a apoiar-nos no caminho do hotel para o estádio, tudo isso é que vai dar motivação", reconheceu.

Rui Almeida: «Um final de tarde épico»

Rui Almeida, capitão do Caldas, acredita que o público vai ser um fator determinante no jogo desta tarde com o Aves e não tem medo de dizer que os adeptos vão empurrar os jogadores "para um final de tarde épico".

O central, de 33 anos, afirma que esta segunda mão começou a disputar-se ainda na Vila das Aves, quando, após o apito final, os adeptos caldenses aplaudiram muito os seus jogadores, enquanto entoavam o já famoso ‘Ninguém passa na Mata’. "Guardo na memória a expressão dos jogadores do Aves por essa reação, por isso sinto que o público vai ser determinante", acrescentou.

Rui Almeida garante que, apesar de ser um jogo especial, os jogadores estão tranquilos e confiantes, com vontade de que chegue a hora de entrar em campo para disputar o jogo de uma vida. "Para muitos é uma única vez para sentir este tipo de emoções. Por isso, vamos desfrutar disto, dar tudo pelo clube e pensar que podemos continuar a ser felizes", sublinhou o central.

O capitão ainda não tem o discurso para os colegas preparado, mas adianta que há uma palavra bem presente na mente de todos: "Acreditar."

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