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Cílio: Herói que já correu Mundo

BRASILEIRO JÁ JOGOU NA GEÓRGIA, ESTEVE A TREINAR-SE NA HOLANDA E PAROU EM GONDOMAR

Saltou para a ribalta do futebol português ao marcar um golo ao Benfica, ditando assim o afastamento dos encarnados da edição deste ano da Taça de Portugal, mas o homem-golo do Gondomar já anda em terras lusas há três anos. Depois de ter passado em diversos clubes brasileiros, pela Geórgia, e por uma curta experiência na Holanda, agora é herói em terras de Gondomar.

Para muitos um ilustre desconhecido, Cílio Sousa começou a jogar futebol aos 12 anos num clube da terra natal, o Goiás, onde percorreu todos os escalões de formação, curiosamente a actuar a defesa-central [ver caixa]. Quando chegou à idade de juvenil, o treinador optou por colocá-lo a jogar na frente de ataque e, "como a adaptação foi fácil", acabou por fixar-se como ponta-de-lança. "Os golos foram aparecendo" e, aos 16 anos, começou a "dar nas vistas", participando na Taça de São Paulo, "torneio júnior importante na altura".

O primeiro contrato profissional chegou aos 19 anos. A mudança para o Atlético Goianiense, um clube mais modesto que o anterior, possibilitou-lhe "jogar regularmente" e "chamar a atenção de outros clubes". As boas prestações e os golos valeram-lhe o "salto" para o Guarani e a cobiça de empresários.

Depois de alguns contactos, conseguiu a primeira experiência na Europa, no Herenveen, da I Divisão holandesa. Um mês à experiência "deu para mostrar o valor, mas o empresário tinha metade do passe e pediu muito dinheiro pela transferência".

O regresso ao Guarani foi inevitável, mas "o sonho de jogar no continente europeu permaneceu". E até à rescisão de contrato com a equipa brasileira não durou muito tempo até surgir a proposta europeia.

O Dínamo de Tbilissi, da Geórgia, foi a solução encontrada. Em sete meses apontou 14 golos, mas no final do contrato a renovação não foi possível. Regressou ao Brasil. Três meses no Coritiba do Paraná bastaram para voltar a ser cobiçado por clubes do "velho continente", nomeadamente portugueses.

Experiência em Portugal

Em Dezembro de 1999 ingressou no Beira-Mar, onde apontou 12 golos em 17 jornadas, sendo uma das peças mais importante para a subida da formação aveirense ao escalão maior do futebol português. Mas na segunda época ao serviço do Beira-Mar, "as lesões impediram de estar ao melhor nível e o bom momento do Fary também não ajudou" Cílio a fixar-se na equipa. Duas vezes titular e apenas um golo marcado levaram os dirigentes aveirenses a prescindir dos seus serviços.

Voltou à II Liga – onde se notabilizou no Beira-Mar –, desta vez para representar o Rio Ave, mas o avançado brasileiro não conseguiu impor o seu futebol. Numa época foi apenas chamado por oito vezes, tendo feito, mesmo assim, dois golos. Final da época, final de contrato. "Hora de encontrar novo clube e o Gondomar foi o que mostrou maior interesse", explica Cílio. Aos 25 anos, parece ter encontrado a "tranquilidade necessária" para "voltar a marcar regularmente" e o golo contra o Benfica, "tal como o trabalho diário ao serviço do Gondomar", poderão "abrir as portas novamente para a SuperLiga".

Avançado possante dentro da área, Cílio provou na Luz, e de que maneira, que também sabe marcar livres: "Tenho um remate forte e durante toda a minha carreira fiz alguns golos de bola parada, mas em Portugal não tenho tido muitas oportunidades para o fazer. Surgiu agora e ainda bem..."

Começou a carreira como defesa-central

Aos 12 anos, como a grande maioria dos rapazes, Cílio Sousa quis ir jogar futebol. "Era um rapaz alto e como o meu pai tinha jogado como central, apesar de nunca ter chegado a profissional, o treinador colocou-me no eixo da defesa", explica o jogador. Mas a "tendência ofensiva e a aptidão para os golos" levaram o técnico dos juvenis a colocá-lo a actuar na frente. Por aí ficou até hoje e "talvez tenha sido a melhor opção". No entanto, sempre que é preciso, Cílio recua à sua área para ajudar a travar os avançados contrários.

A mesma atitude em todos os clubes

O avançado Cílio Sousa já passou por muitos clubes, mas garante que em todos eles "a atitude foi sempre a mesma". "Independentemente do clube em que estou, a minha intenção é sempre a de dignificar a camisola que visto. Todos os dias dou o meu melhor para alcançar os objectivos traçados no início de cada temporada", explica o jogador brasileiro, que em Portugal já vai no terceiro emblema.
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